segunda-feira, 10 de março de 2025

Rituais palermas

 

Recentemente estive dentro de igrejas por motivos alheios à minha espiritualidade ou falta dela. E todas as vezes dei por mim a pensar na parolice que são todos os rituais que se têm dentro das mesmas. Os gestos padronizados quando se passa por uma figura religiosa, o ajoelhar, o benzer, etc.. O que as pessoas fazem para se sentirem bem com elas mesmas, mesmo quando ninguém está a olhar. Que idiotas.

Depois lembrei-me que pratico artes marciais e que tenho por hábito saudar uma sala antes de entrar e depois de sair; saudar fotografias e pôr/tirar um acessório de roupa (cinturão) no início e no final dos treinos; fazer gestos padronizados antes de e depois de treinar com alguém. E pensei: O que as pessoas fazem para se sentirem bem com elas mesmas, mesmo quando ninguém está a olhar. Que idiotas.

quarta-feira, 5 de março de 2025

Amigos afastados no Instagram

O Instagram tem, e bem, uma opção que nos permite partilhar stories (ou histórias) apenas para um grupo restrito de pessoas. Os “amigos chegados”. Não faço proveito desta opção, mas consigo entender a pertinência da mesma. Ora, eu acho que também deveria ter a opção contrária. A alternativa de partilhar stories em que apenas um grupo restrito não tem acesso. Eu sei que se pode excluir algumas pessoas da possibilidade de verem as nossas stories, mas isso vai impossibilitá-los de verem qualquer story e esse não é o meu objetivo.

Vamos imaginar aquele colega de trabalho chato como a potassa e que não acredita nas vacinas. Eu não vou querer que ele me veja com uma t-shirt na cabeça para secar o cabelo sem o danificar, mas vou querer que ele veja o vídeo que explica a pessoas muito burras (estou a olhar para ti, Gustavo Santos) a importância das vacinas ao logo da história humana.

Visto eu não usar a função “amigos chegados” para o seu propósito, poderia usá-la da forma que acabei de descrever, mas ia ser um bocado estranho para a Tatiana Meireles, praticante de Krav Maga em Carnaxide e que me seguiu porque nos conhecemos num evento de defesa pessoal o ano passado, ver-se incluída nos meus amigos chegados (mesmo que fosse para ver stories maravilhosas com fotos dos meus lindos gatos). Eu não estou com isto a dizer que faço questão que a Tatiana me veja de t-shirt na cabeça… mas não me importo, ao passo que, no que toca ao senhor das vacinas, já importo.

 

P.S.: Alguém sabia que a expressão correta era “chato como a potassa” e não “putaça”? Sempre pensei que fosse uma forma deturpada da palavra “puta” e hoje, com 31 anos, a procurar a expressão mais adequada para um texto palerma na internet, descobri que afinal tem a ver com sabão (segundo um blog qualquer. Pode não ser a informação mais exata).