domingo, 27 de dezembro de 2015

A beleza de duas mulheres e a beleza de um país!

Ai que as notícias têm estado tão boas para fazer piadas e eu aqui feito lambão a não as fazer. Vamos primeiro à notícia que tem piada seja de que maneira for: A miss universo. Eu nem sei que piadas hei-de fazer. Toda aquela cena foi uma piada autêntica. Vamos tentar ver a pintura toda. Dizem à moça da Colômbia que ganhou: encheram a rapariga de felicidade e partiram o pequeno coraçãozinho da jovem filipina. Deixaram a colombiana a aproveitar toda a sua glória tanto tempo que até já a própria filipina se tinha conformado com a ideia. Depois aparece o senhor Steve Harvey com cara de puto que queimou os bigodes ao gato para ver no que dava e viu que dava merda. “Ah e tal houve um engano. Já tiveste os teus cinco minutos de glória mas agora dá cá a coroa que afinal a outra é mais bonita que tu.” Nisto, a filipina fica que parece uma criança que adormeceu na escola e acordou na Disneyland. Já a colombiana parece que lhe estão a dizer que tem de ir apresentar os programas da TVI com o Manuel Luís Goucha para o resto da vida. É impossível não achar piada a isto. Ah, e não podemos esquecer a moça que entrega a coroa. Essa jovem tomou uma atitude espetacular. Quando se dá conta do erro e ambas as concorrentes são novamente reunidas para a troca da coroa, a jovem responsável pela coroação faz um condescendente “there, there” nas costas da colombiana como quem diz “pelo menos tentaste”. Épico.
Já falamos da bronca cómica a nível internacional, agora vamos falar da cómica bronca a nível nacional. Não adivinham? Eu digo. Como a maioria já deve ter ouvido nas notícias ou lido na internet, um jovem de 29 anos foi deixado morrer porque os médicos que o iam operar estavam ausentes devido ser fim-de-semana (caso não saibam mesmo do que estou a falar, vão ao Google procurar qualquer coisa como “jovem de 29 anos morreu por negligência médica”. Há-de aparecer alguma coisa). Se isto não é comédia, não sei o que será. Esta situação é digna de ser um sketch dos Gato Fedorento. E das boas. Mas não é o caso. Por mais que custe a acreditar, isto foi um caso verídico.
Eu nem imagino a indignação daquela namorada e daqueles pais quando lhes foi transmitida a notícia de que o filho morreu antes de ser operado. É que é de uma falta de respeito da parte do rapaz como eu nunca vi. Quer dizer, primeiro dá-lhe um aneurisma a uma sexta-feira (onde é que isto já se viu, gente a ter aneurismas à sexta-feira), depois está no hospital instalado sem conseguir falar (que rudeza) e, para juntar a cereja no topo do bolo, morre antes de ser operado. É que nem teve a delicadeza de esperar que os senhores médicos usufruíssem do seu tão insubstituível fim-de-semana. Isto há com cada labrego por esse Portugal fora…


Agora a sério, sabiam que há idiotas (sensivelmente idiotas, mais especificamente) que ainda defendem os médicos? Eu não digo que a culpa seja dos médicos que o iriam operar (provavelmente nem tiveram conhecimento de nada durante o fim-de-semana), mas de alguém foi a culpa e algo me diz que esse alguém tirou um curso de medicina algures na sua carreira profissional.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Sou um radar humano!

Na passada quarta-feira fui fazer testes para saber ao que sou alérgico. E o que é que isso interessa? Na verdade, nada, mas lembrou-me algo que um ex-colega de turma costumava dizer: “alergias são para maricas”. Como é óbvio, eu tenho uma teoria diferente para as alergias. Prefiro vê-las como “sensores de substâncias indesejadas”. Ah pois! E com os tais testes, descobri que sou um radar de ácaros de casa. “Então queres dizer que quantas mais alergias melhor?” Claro que não. Não sou retardado. Se se tem muitas alergias não há qualquer precisão na deteção das substâncias, e acaba por ser tão útil como não ter qualquer alergia.
Isto é quase um super poder. É claro que dava muito mais jeito espirrar quando me aproximasse de alguém estúpido para perceber que com aquela pessoa não valeria a pena falar, mas a cavalo dado não se olha o dente.
(Vamos apenas parar um momento para apreciar o facto de eu ter dito que sou um radar só porque tenho alergias…

Já apreciamos? Já? Pronto, vamos então agora seguir com as nossas vidas.)

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Otário - 0 Nerds - 1

Saudações, caros cibernautas. Hoje, no programa “5 para a meia noite”, foi mostrada uma rubrica que tinha como alvo eventos como a Lisboa Games Week e a Comic Con. E o que são esses eventos, perguntam vocês. A Lisboa Games week (evento no qual foi feito a rubrica) consta de tudo o que envolva jogos de computador/consola. A Comic Con (evento que está para acontecer em Portugal, pelo segundo ano consecutivo, daqui a pouco mais de uma semana) consta de tudo e mais alguma coisa que envolva ser nerd: jogos, filmes, séries, desenhos animados, etc..
Em estúdio estava um jovem vestido com um cosplay (se não sabem o que é vão pesquisar ao google, seus lambões) feito por ele próprio no qual investiu 7 meses de trabalho. Quando ele partilhou este facto com o apresentador, a reação foi “7 meses? Deves ter muito tempo livre”. Pergunta parva, visto que, claramente, era um fato trabalhoso. Se o cosplayer dissesse que o tinha feito em dois meses faria mais sentido fazer tal observação imbecil. Mas esta parte não foi, de modo algum, o pior.
Como já disse, a rubrica foi feita na Lisboa Games week. Ou seja, uma multidão de gente a jogar, a ver jogar, a falar sobre jogar, etc.. (Para quem quiser investigar melhor, o nome da rubrica é “duro como rocha”). Como seria de esperar num programa de comédia, a ideia é gozar um pouco com o panorama. Seria um bocadinho hipócrita da minha parte ficar indignado com isso, visto que também gosto de gozar e rir à custa dos outros. Mas se o problema não é ele gozar com o evento, então qual é? É a hipocrisia e basicidade (não sei se esta palavra se aplica aqui mas fica bonito). Aqui ficam algumas das alarvidades que o energúmeno disse:

*Jogador entrevistado diz que foi à final de um torneio mas perdeu* “então tu és o Jorge Jesus dos jogos de computador… porque vais à final, mas perdes” – piada estúpida e básica.

“Tentei. Acreditem que tentei, mas já me estava a parecer demasiado estúpido estar ali duas horas a ver uns bonecos a matarem-se uns aos outros numa selva quando eu podia estar a jogar “Shaquier”.” (Não me perguntem o que é Shaquier que também não sei). – epá, realmente que atrasadinhos, ficarem tanto tempo a olhar para um ecrã a dar coisas tão repetitivas. Sabem o que é que era muito mais interessante que isso? Era ir ver um jogo do Benfica! É que ver 22 homens a correr atrás de uma bola durante mais de 90 minutos é muito mais normal…

“O dia que aqui passei fez-me perceber que isto está a atingir toda uma outra dimensão. Em vez de se jogar há cada vez mais pessoas a ver os outros jogar. Especialmente no youtube. Na Lisboa Games Week as maiores filas eram compostas por miúdos que queriam autógrafos dos seus ídolos youtubers. Isto para mim não faz sentido nenhum. Mas devo ser eu que estou a ficar desatualizado. É um problema de gerações.” – E cá está outra vez a mesma coisa! Estes anormais em vez de jogarem, ficam a ver os outros jogar. E ainda por cima querem autógrafos dos jogadores! Fogo, que estupidez. Hoje por acaso era para ter trazido a t-shirt do Real Madrid assinada pelo Cristiano Ronaldo, mas estava para lavar porque a usei enquanto via o Barcelona a enfardar 4 no Real pela stream da sport tv a 360p.

(Aqui dirigindo-se diretamente a um gamer/youtuber): “Eu posso jogar o jogo que tu estás a jogar! Eu posso-me entusiasmar a jogar o jogo que tu estás a jogar! Porque é que eu em vez de estar a jogar vou perder tempo a ver-te jogar?” – Outro gajo com a mania que é bom só porque há gente a vê-lo a jogar. É que isto realmente é uma estupidez perder tempo a ver estes gajos jogar. Mais valia ir ver o top10 jogadas do Messi.

Pois é… Se calhar, ver outras pessoas a jogar em vez de irmos nós próprios jogar não é uma coisa assim tão recente e estúpida quanto isso. Cá me cheira que essas piadas já estão fora do prazo de validade. Já vens um bocadinho tarde e fora de contexto para fazeres essas piadas, não? 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

OH OH OH MOTHERFUCKER!!!

E, uma vez mais, o natal está a chegar. Ou não, mas tudo o que possa render com a época tenta levar-nos a crer que sim. E eu, que sou diferente de todos, vou tentar convencer-vos disso, tal como os outros, mas sem ganhar grande coisa com isso. Isto porquê? Porque quero estrear um avatar todo natalício que a minha namorada tanto se esmerou a fazer. E como eu sou como os putos e gosto de tudo o que é novo, mesmo que não seja grande merda, vou mudar já de imagem só porque é giro.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

SMTUC parte 2: Uma aventura no 24T

Há já algum tempo que não vos presenteio com os maravilhosos excrementos que saem da minha imaginação fértil. E isto porquê? Porque, ultimamente, os únicos escândalos que por aí deambulam são à base de política e aldrabices. Desculpem a redundância (*Introduzir gargalhadas “britcom” aqui). Dado eu ser um leigo no que toca a tal temática, prefiro não forçar as piadas, ou ainda me sai o tiro pela culatra.
Para compensar a minha ignorância na política, posso contar uma história de autocarro que presenciei há uns dias. E então cá vai: Ia eu no SMTUC, quando o mesmo pára para apanhar uma senhora que aparentava ser algo entre “cega” e “semi-cega”. Ao entrar no autocarro, confirma se este era o correto, esperando que o condutor lhe dissesse qual era, e, ao certificar-se que se encontrava no transporte desejado, lá entrou. Dado não haver bancos vagos, a senhora acomodou-se no meio daquele matagal de gente sem incomodar ninguém. Ao presenciar a cena, uma senhora que se encontrava de pé, sugere a outra senhora que se encontrava sentada, que esta se levantasse para que a recém-chegada pudesse ir mais confortável na sua viagem (uma atitude, na minha opinião, um pouco desnecessária, dado a senhora ser cega, não coxa, e a “boa” condução de todos os “smtuquianos” põe-nos em pé de igualdade no que toca a equilíbrio dentro daqueles botes). Ouvindo a bem-intencionada sugestão, várias pessoas se levantam para dar o lugar à invisual e, passado alguma insistência, a senhora lá aceitou tomar um dos lugares. Agora vem a parte emocionante: no meio de toda a confusão, houve uma senhora que teve a triste ideia de dizer “está ali uma criança sentada”. Erro crasso. A intensão da senhora pareceu-me ser boa, mas teve uma escolha de palavras muito infeliz. Ao ouvir as amaldiçoadas palavras, a acompanhante da criança (possivelmente a avó da mesma) não se deixou ficar calada. Muito pelo contrário. “A senhora estava a dizer que está aqui uma criança? Mas a criança paga bilhete de adulto e, o motorista que está ali, sabe que picou o bilhete como qualquer outra pessoa, portanto não fale da criança porque a criança também paga bilhete (aqui pelo meio, a autora das palavras desencadeadoras da discussão, proferiu sons muito fracos parecidos com “nós também pagamos bilhete e vamos em pé”, mas aquilo pouco se ouviu. Continuando…) E vão aqui estas meninas que são jovens e também se deviam levantar (aqui dou toda a razão à senhora, visto que as ditas meninas iam nos lugares reservados a grávidas, pessoas com crianças ao colo e idosos. A senhora invisual não era nenhum dos três mas merecia mais ir num daqueles lugares do que as meninas) e não levantaram porque é que tem que ser a criança a levantar-se?!!!!” E aqui, um senhor idoso de ar reservado mas simpático que ia no lugar da frente do autocarro, diz “daqui a pouco a culpa é do gato”. Na minha opinião foi a melhor intervenção feita durante a minha pequena viagem no transporte público.

Mas a história ainda não acabou! Algumas paragens após o início da acesa troca de palavras, a criança e respetiva avó (vamos assumir que é mesmo avó) saem do autocarro. E qual é a atitude da autora do comentário polémico perante esta situação? Acertaram! Juntou-se à primeira mulher que viu com ar de quem lhe ia dar bola e começou a descarregar: “na minha opinião quem se devia levantar são os mais novos, mas isso é só o que eu penso…” E eu, que até quase que compreendia o lado da senhora, fiquei com vontade de lhe ir perguntar porque é que não tinha dito exatamente aquilo uns minutos mais cedo enquanto estava a ser enxovalhada devido ao triste comentário que tinha feito. Porque é que esperou que a sua oponente abandonasse o veículo para dizer o que tinha a dizer. É certo que o que tinha a dizer não se revelou grande argumento mas, se não o disse em sua defesa perante uma adversária implacável, mais valia manter-se bem caladinha até chegar a casa e não ir fazer figura de cobardolas à frente de meia lotação de autocarro.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Uma aventura no 7T

Salvo erro, hoje andei pela primeira vez de autocarro (municipal) em hora de ponta. E observei coisas que, para outros serão normais, mas que para mim não são. Coisas essas que vou enumerar aqui.
Comecemos, portanto, pelo momento em que me encontrava ainda na paragem à espera do autocarro. Oito da manhã, frio de certo modo intenso e eis que passa um gajo com um ar que eu descrevo como “putinha”. Mas atenção que esta putinha não era uma putinha qualquer. Era uma putinha rija. Toda a gente meio encasacada devido ao frio e este menino com a seguinte indumentária: Ténis (normal), calcinha justa à meia canela e uma camisola de alças. Ah pois é, se é para ser maricas é para ser maricas à homem. Isso de usar casacos é para maricas sem o tão afamado orgulho gay.
Passado isto, chega o autocarro e lá vamos. Sento-me num dos quatro lugares conjuntos, perto de uma rapariga e, gradualmente, ao fim de umas paragens acabei junto de três senhoras de meia-idade. Mal se sentam, as três senhoras começam a conversar sobre a vida umas das outras até que a conversa de uma se começa a sobrepor com um assunto extremamente interessante: o filho que ficava a jogar computador até tarde e que andava a pedir um cão.
“… é que já eram dez da noite (acho eu, não percebi a hora que a senhora disse) e ele agarrado ao computador a jogar e eu: ‘então Jorge Miguel? (nome inventado)’ – está sempre agarrado àquela porcaria. E agora deu-lhe para querer um cão – ‘oh mãe quero um cão, oh mãe quero um cão’ – mas nós não temos espaço para ter um cão lá em casa…” e até aqui tudo, mais ou menos, bem… tirando o facto de o puto estar atrás de mim a ouvir a conversa toda. Mas atenção que esta pérola melhora…
“… mas ele em casa do padrinho não é assim, ele lá cumpre bem as regras, como tem lá o pai… – e é neste momento que eu achei um pouco demais o nível de cusquice. Virando-se agora para a senhora ao lado dela – é que sabe, eu estou separada…”
Por esta altura eu só já via os lábios a mexer. Já não conseguia ouvir o que ela dizia dado estar a ruminar o facto de aquela senhora ter contado tais factos sobre a vida do filho (com ele lá ao lado) a uma completa desconhecida. “Mas olha que lá porque a outra senhora não sabia que ela era divorciada não quer dizer que não se conheciam” dirão os defensores dos fracos e oprimidos. É verdade, mas a indiferença da ouvinte dirigido a tal detalhe foi tanta, que eu quase que apostava o meu rim esquerdo em como elas não se conheciam.


E pronto, foi isto. Aposto que estavam à espera de mais. Eu também, mas entretanto apercebi-me que não tinha visto assim tanta coisa caricata. Fica para uma próxima. Na semana que vem vou ter de apanhar o mesmo autocarro e provavelmente presenciarei novas cenas dignas de nota. Até lá, vão partilhando os meus lindos textos para ver se passo dos 61 seguidores…

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sírias business

Nos últimos dias não se fala de nada que não seja Síria, sírios e refugiados. Toda a gente tem de cagar a sua léria sobre o tema, não vá passar por inculto ou desatualizado. E eu, como não sou exceção, também vou mandar a minha posta de salmão (é mais saudável do que pescada).
Como devem calcular, o facebook e outras redes sociais tiveram um grande impacto nas opiniões de muita gente. Se o primeiro post engraçado que viram foi contra os refugiados cá, são contra o acolhimento dos ditos. Se a primeira imagem inspiradora sobre o assunto que lhes assaltou o feed foi a favor dos refugiados, apoiam a solidariedade para com o próximo. Ok, eu acabei de inventar esta teoria e decidi escrever só porque parecia extremamente intelectual e superior. Não liguem, é treta.
Agora mais a sério, já repararam que este tema, quando é discutido, quase parece futebol? Quando há discussões sobre futebol, na grande maioria das vezes, é cada um a referir as vitórias e taças do seu clube e as derrotas e falta de taças dos clubes dos outros. Nunca ninguém diz “pois, realmente o teu clube nesse aspeto é capaz de ser melhor que o meu”. Apoiam aquele clube e não há nada que os faça mudar. No assunto “refugiados” é semelhante. Há os que apoiam o acolhimento dos refugiados, os que são contra e os anti-Benfica. Os que apoiam referem todas as razões morais e mais alguma para se aceitar os refugiados. Os que são contra, ou têm medo que seja algum “cavalo de Troia”, ou acham que antes de se ajudar os estrangeiros se deve ajudar os da casa. Os anti-Benfica acham que a jornalista húngara que rasteirou o sírio com o filho ao colo (https://www.youtube.com/watch?v=mKBkw4A5nSk) foi contratada pelo Luís Filipe Vieira.

“Então e o que é que tu achas?” Eu não acho merda nenhuma. Sou demasiado ignorante para tirar conclusões e demasiado lambão para ir procurar informações para deixar de ser ignorante. Como tal, resumo-me à minha insignificância e gozo com os que sabem tanto ou menos que eu e mesmo assim não se calam com a porra dos refugiados.

Como não gosto de aturar tretas sobre assuntos dos quais não percebo ponta de corno, quando alguém fala para mim sobre este assunto, limito-me a “sorrir e acenar”.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Querida mudei de casa

Na passada segunda-feira mudei de casa em Coimbra. Sim, ainda nem comecei as aulas e já mudei de casa. Mas isso deve-se ao facto de eu ser muito boa pessoa e querer que outras pessoas usufruam das imensas qualidades da casa na qual me encontrava.
Passo a explicar o tipo de casa: Imaginem uma casa enorme, divisões por todo o lado e velha como as vossas mães (“your mom” jokes, clássico). Depois imaginem essa mesma casa renovada e, de cada uma dessas divisões, faziam-se mini T0’s nos quais ficavam os inquilinos. E era mais ou menos isso. Agora vou enumerar as imensas qualidades do estúdio:

- Excelente acústica para comunicação entre quartos (podem falar com um amigo que esteja até mesmo no andar de cima como se estivessem lado a lado);

- Promove as relações pessoais (queres falar ao telemóvel? Não falas que não há rede);

- Exercita virtudes como a paciência (era bom ver um vídeo no youtube, não era? Espera só uns 10 minutos que pode ser que o consigas ver sem pausas);

- Promove bons horários de sono (acordas cedinho com a luz exterior a invadir-te o quarto que até arrebitas);

- Ajuda a poupar água (um banhinho quente ia mesmo a calhar! Mas só durante 5 minutos. Depois apanhas água tépida/fria que é para acordares);

- O clima meteorológico é sempre um enigma antes de se sair de casa (achavam que por terem luz a assaltar-vos o sono que era sinal que a casa tinha muito sol a entrar? Não, não. O sítio de onde vem toda essa luz é uma janela que dá para um espacinho rodeado de quatro paredes onde, se olharem para cima, talvez vejam um bocadinho de céu azul caso não esteja muito nublado);

- Ajuda a melhorar os hábitos de arrumação (ou bem que arrumas, ou não tens onde por os pés para andar);

- Maçaneta da porta da rua antirroubo (ou se come um pequeno almoço como deve ser antes, ou não se tem força para abrir a puta da porta).


Como podem ver é uma moradia cheia de vantagens. Sim, eu abdiquei de tudo isto por pura solidariedade.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Conduzir traz o pior das pessoas à tona

Saudações, boa gente. Na passada semana estive uma terceira vez, este Verão, no Algarve, na praia. “Mas tu passas a vida no Algarve a ir à praia?” Em minha defesa, desta vez foi pela escola e estivemos a aprender umas coisas giras. “Ah, então vais falar sobre o que aprendeste durante essa semana?” Questiono eu aqui porque me dá jeito. E a resposta é simples: Não. Vou uma vez mais dizer mal de coisas. Talvez no fim do texto haja espaço para algo mais do que rage.
Então e o que é que me apoquenta desta vez? A polícia. Sim, outra vez arroz.
Eu acho que transmito um certo ódio pelos senhores da autoridade, mas, depois de conhecerem a situação em questão, acredito que os senhores leitores me apoiem no que digo.
A situação ocorreu em Beja, à saída do parque de estacionamento do hipermercado próximo do Lidl do qual eu agora não me lembro do nome. Seguia eu na minha viatura quando paro no stop aí colocado para ver se vinha algum carro do lado esquerdo (dado que ia virar à direita, apenas os carros do lado esquerdo interessavam). E vinha um carro da polícia, surpresa das surpresas, a uma velocidade exageradamente baixa. Até aí nada de anormal. Como bom cidadão que sou decidi esperar que os senhores passassem embora houvesse tempo suficiente para me meter à estrada 3 vezes antes de eles passarem, dado a sua baixa velocidade. E qual não é o meu espanto quando eles decidem virar à direita sem qualquer tipo de sinalização (entenda-se “pisca”).
Eu não consigo arranjar palavras para demonstrar a minha irritação no momento, mas vou dar o meu melhor. Quando um condutor civil me faz perder tempo com esta atitude, eu já tenho vontade de ir atrás dele, agarrar-lhe na cabeça e dar com ela na luz cor-de-laranja que tem num dos cantos do carro (piscas, portanto). Agora é só multiplicar isso por muito. “Mas olha lá, não é por serem polícias que é pior” dirão os energúmenos. Claro que é. E, além disso, se fosse ao contrário, já estou a imagina-los a irem atrás de mim para me multarem ou pelo menos repreenderem pelo erro cometido.
E pronto, já descarreguei um bocadinho da minha cólera.


Eu sinto que devia escrever mais qualquer coisa sobre o resto da semana para não ser só dizer mal da bófia, mas não houve nada de realmente interessante… Tirando, claro, o facto de ter experimentado windsurf, ter-me afastado demasiado do ponto de partida, ter sido resgatado com um barco e ter estragado o barco (ao pisar o cano que ligava o motor ao combustível) no fim de tudo. Essa parte talvez seja ligeiramente interessante.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Eu tive um professor que mais parecia um taliban

Estava eu a tentar dormir e a falhar profundamente quando me lembro de uma passagem caricata do meu “melhor” professor de matemática que achei digna de atenção.
Aquele professor era, todo ele, digno de nota, mas, quando queria, chegava a ser épico.
Esta passagem teve lugar em dois dias.

1º dia. Sala em silêncio, teste a decorrer.

André (colega de turma): Professor, pode chegar aqui?
Professor: *desloca-se até perto do André*
André: Neste exercício posso fazer assim *indicando no papel a resolução em questão*
Professor: Podes.

Até aqui tudo normal. Terminamos o teste, entregamos e passado uma semana ou duas, dia da entrega do teste:

André (em surdina, apenas para colegas próximos o ouvirem): Mas que merda, isto está mal? – Agora em voz alta – Oh professor, pode vir aqui?
Professor: *desloca-se até perto de André*
André: Oh professor, eu durante o teste perguntei-lhe se podia resolver este exercício assim e o professor disse-me que podia… *???*
Professor: Então, poder podes, tens é mal…

Portanto… Eu, na verdade, não sei bem como comentar isto. Tecnicamente o professor não mentiu. Foi-lhe perguntado se se podia dar determinada resposta. Não se essa resposta estava correta. Mas algo me diz que ele mandou o bom senso ir levar num certo sítio antes de fazer o que fez.
Mas não pensem que esta literalidade do homem era apenas incomodativa! Muito pelo contrário, a mim até me favorecia! Pelo menos até chegarmos ao dia do exame nacional.

Passo a elucidar-vos:
Este professor era, falando curto e grosso, incompetente e desinteressante. As aulas eram chatas e nós saíamos de lá a saber menos do que quando tínhamos entrado. Eu, como aluno interessado pela escola que sempre fui, decidi que o melhor que tinha a fazer era dormir nas aulas. “Mas isso é uma falta de respeito para com o professor” pensarão vocês se forem sensatos. Mas enganam-se redondamente!
Certo dia, estava o professor indignado com toda a peixeirada que estava na sala quando começa a enumerar os poucos que se portavam bem. E qual não é o meu espanto quando eu estou na lista. Ah pois, não ouvia nada do que ele dizia mas também não perturbava a aula.
Tal como já disse, isto foi tudo muito bonito até eu chegar ao exame nacional e chumbar com uma nota que dou graças por não me lembrar.

As aventuras deste professor de matemática não ficam por aqui, mas deixo o resto para uma próxima oportunidade. Assim não satura… como as aulas dele… às segundas, terças e quartas de manhã… às oito e vinte (se não me engano)…


P.S.: O título deve-se ao aspeto físico do senhor.

sábado, 29 de agosto de 2015

Tenho uma cadela com a audácia de um lince mas com a subtileza de um porco gordo

Hoje a minha cadela armou-se em gato… E deu merda.

Como já referi em posts anteriores, tenho dois gatos e um casal de cães. O cão é um caniche pequeno e a cadela é uma espécie de golden retriever, preta, mais pequena e com energia equivalente a 3 putos hiperativos. Os gatos são gatos, dispensam apresentações.
Hoje, como em tantos outros dias, a minha mãe, antes de sair de casa para ir trabalhar, fechou a porta do quintal e deixou a janela aberta para os gatos poderem entrar caso quisessem/precisassem e lá foi.

Eu, por esta altura, encontrava-me ainda deitado e com a cabeça a passear no país das maravilhas. Eis que de repente acordo com o som de qualquer coisa a estilhaçar-se. Levanto-me rapidamente e vou verificar se se tratava de algum ladrão que precisasse de levar uns murros nas ventas. Mentira, já calculava que tivesse sido um dos animais, mas extremamente convencido que tinha sido um dos gatos. Chegado à cozinha deparo-me com os restos mortais do nosso liquidificador espalhados pelo chão e a cadela a olhar para mim com um ar espantado. Como vinha focado no facto de ter sido um gato e tinha acabado de acordar, demorei um bocado a processar a informação. Tinha sido Sua Alteza D. Fiora. Viu a janela aberta e decidiu entrar graciosamente, levando à frente tudo o que estivesse no caminho. Quando me apercebo do que tinha ocorrido chamei-a com voz ríspida. “Espera lá que já vou” deve ter pensado a parva, mas nada burra, cadela. Escondeu-se bem encolhida atrás de uma mini mesa. Fui ver dela e voltei a chamar. Lá veio com o corpo todo rente ao chão. Ainda tentou dar meia volta mas interrompeu-se quando a voltei a chamar. Agarrei nela para a por na rua (rua = quintal) sem que cortasse as patas na merda que tinha feito e ela decide presentear-me com mais um belo obséquio: mija-se por mim abaixo. Foi glorioso.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

"Um dia em família..."

Boa tarde a todos, como vão? Não interessa. Há uns dias atrás fui à Isla Mágica, mas, como sou um preguiçoso dos acentuados, só agora é que me apeteceu escrever sobre isso. Eu sei que à primeira vista isso não vai interessar a ninguém, mas deem-me uma oportunidade e leiam.
Estranhamente, escolhemos um dos melhores dias que podíamos ter escolhido: pouca gente no parque e temperatura agradável. Por outro lado comecei o dia com uma pequena dor de garganta que se alastrou para uma bruta dor de garganta e febre ao fim do dia. Foi espetacular, gritar por aquela montanha russa fora com as goelas a doer devido a uma magnífica pré-infeção.
Mudando um bocadinho de assunto, sabiam que existem países, considerados desenvolvidos, com pior apresentação que Portugal? Eu também não. Ah pois, a nossa amiga Espanha oferece piores condições na Isla Mágica do que Portugal apresenta, por exemplo, no Aquashow ou no Slide&Splash. Sistemas eletrónicos danificados (nas fotografias), casas de banho meio deslavadas (essa parte não foi pior, foi só igual, o que, por si só, já é muito mau), funcionários antipáticos e uma tremenda falta de consideração por visitantes estrangeiros (sendo que os portugueses eram, ainda assim, os mais tidos em conta). Quando visitamos um parque aquático português vimos instruções, no mínimo, em 3 idiomas por toda a parte e a grande maioria dos funcionários sabe falar, pelo menos, inglês (além de português). Na Isla Mágica encontrávamos uma ou duas placas com algo mais que espanhol e o melhor que obtivemos dos funcionários foi um falar devagar para percebermos melhor (e mesmo isso era raro). Também fomos a uma loja de lembranças na qual perguntamos o preço de um lenço ao que a empregada respondeu “2€” e quando fomos comprar os lenços “afinal eram 3€ cada um”. Não percebi se empregada era burra ou se nos aldrabou à força toda.
Como podem ver foi um dia em grande.

Para melhorar, quando chegámos ao parque onde tínhamos deixado o carro estacionado apercebemo-nos de um aviso ao lado do portão do mesmo que dizia algo parecido com “horário de funcionamento: 7:30 - 19:30”. Isto não seria nada de especial se não fossem já umas onze da noite quando aconteceu. Felizmente o parque tinha uma outra entrada que foi deixada aberta. Quisemos acreditar que foi um funcionário simpático que deixou esse portão aberto para que os anormais que lá tinham o carro pudessem sair quando dessem conta da merda que tinham feito.


P.S.: Que ninguém leve isto como um desincentivo a visitar o parque. As atrações são, na grande maioria, espetaculares e também têm uns teatros engraçados. Se não se tiver dor de garganta, passa-se lá um excelente dia.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Cecil, o Leão

Estava eu, felizmente, a acabar de almoçar quando passa na televisão uma notícia que me tiraria a vontade de continuar a comer caso fosse a meio da refeição. O “título” da notícia era Cecil. Segundo o pivot do canal, este era o nome de um dos mais famosos leões do mundo. “Era”.

O felino era famoso devido à rara característica, entre a espécie, de se deixar fotografar a distâncias estranhamente curtas. Além da estranha atitude do leão em relação aos humanos, ele era ainda o maior da sua zona (até mesmo do país, penso eu, mas como não tenho a certeza…) e, como tal, era o manda-chuva da espécie. Já tinha copulado com 3 fémeas e dado ao mundo várias crias. Até aqui está tudo muito bonito. A parte revoltante vem agora.
O grande gato foi morto por um grupo de caçadores furtivos, decapitado e esfolado. Foi atraído para fora do parque com uma presa morta a fazer de isco e, depois disso, atacado com flechas para ser enfraquecido e por fim morto a tiro. Isto à primeira vista revolta apenas aqueles com especial gosto por animais. Mas, se aprofundarmos bem a questão, descobrimos que aquele grupinho de imbecis fez muito mais merda do que provavelmente sabe.
As crias de Cecil, não tendo agora o progenitor para marcar posição e as proteger, serão mortas pelos outros leões para que as fêmeas aceitem procriar novamente. Mas não fica por aqui. Devido às raras características do leão, o Zimbabué tinha ali um ponto turístico que contribuía fortemente para a economia do país.
Vamos então resumir. Aqueles caras de vómito mataram um leão por dinheiro, acabaram com uma dinastia de excelente qualidade (tamanho e provavelmente comportamento, também) e danificaram uma fonte de dinheiro do Zimbabué.

Na minha opinião, o castigo ideal para os senhores espertinhos era obrigá-los a irem salvar as crias do Cecil dos outros leões quando eles os quisessem matar. Se, por algum milagre, eles saíssem de lá vivos era ataca-los com arco e flechas e quando já estivessem sem forças e a engasgarem-se no próprio sangue eram esfolados e no fim decapitados. Não, não tinham direito a tiro de misericórdia.

(para quem quiser mais informações sobre a notícia basta ir ao google e procurar Cecil)

domingo, 26 de julho de 2015

Oiça tudo com Mini Som!

Então como vão? Está tudo bem? A família está boa? Ainda bem. “Mas eu disse que a minha mãe tem ébola…”

AINDA!


BEM!



Hoje vou contar a minha mais recente aventura social (se é que se pode chamar social).
Como aqueles que me conhecem já devem ter reparado, eu tenho uma pequena deficiência na língua (isto é, na maneira de falar), deficiência essa que se revela nos R’s. Para aqueles habituados a lidar comigo não é grande problema, mas, para pessoas que me ouvem falar pela primeira vez, pode ser um pouco complicado perceber tudo à primeira.
A primeira parte da introdução está feita. Vamos à segunda. Como tantos outros mortais, costumo pedir fatura com o número de contribuinte quando compro determinadas coisas. Como em tudo na vida, até nisto tenho sorte. O número tem um 3 seguido de um 8 e um 0. Normalmente, para facilitar, costumo dizer 380 (trezentos e oitenta). Devido à deficiência em questão, a grande maioria dos empregados de caixa percebem 280 (duzentos e oitenta), o que, por vezes, se torna inconveniente porque é preciso repetir o número todo dado ter sido mal registado ou algo parecido.
Agora vamos então à história propriamente dita. Hoje decidi mudar de estratégia. “Hoje já não me encavam!” antecipei eu.
- Deseja fatura com contribuinte?
- Sim, se faz favor.
- Então pode dizer o número, por favor.
- ****** três, oito, zero. *sou genial!* - pensei eu.
- ****** três, oito, sete, certo?
-……………………………


Eu começo a pensar que o mal não é só meu. Se calhar os senhores da Mini Som, ou o raio que os parta, já começavam a fazer distribuição de material por locais de venda. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Já tinham saudades minhas! II

Ora cá estou eu novamente de volta de umas férias, desta vez um pouco mais agradáveis do que da primeira.
Uma vez mais aconteceram coisas ao longo destes últimos dias dignas de serem mencionadas por um escritor de renome como eu. Mas, tal como disse, estive de férias e não tive acesso à internet nestes dias.
Então comecemos pelo mais interessante. Lembram-se do motivo das minhas primeiras “férias”? Estudar para um exame. Pois é. Chumbei. “Ai que burro!” eu e mais 26 gajos (mais coisa menos coisa). Num grupo de quase 30 alunos, passou um! Não é fantástico? Eu acho que é.

Agora passemos a algo que realmente vos possa interessar. A Rainha Isabel II de Inglaterra envolvida em imagens escandalosas. Felizmente não envolve nudez. Parece que apareceu um vídeo da senhora, quando tinha sete anos, a fazer a saudação nazi. Que horror!
Foram feitas entrevistas pelas ruas e há gente a apoiar que a senhora devia ser de alguma forma penalizada pelo seu gesto de saudação ao Hitler feito há oito décadas.

OITO DÉCADAS!!! ESTÃO A QUERER PENALIZAR UMA RAINHA POR UM GESTO FEITO AOS SETE ANOS DE IDADE NUM VÍDEO FILMADO HÁ MAIS DE OITENTA ANOS!!!


A pobre criança nem devia saber o que eram judeus, na altura em que fez o gesto, ensinado no momento pelo tio, quanto mais que eles andavam a morrer aos magotes porque “tinham piolhos”.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

"Fazia cá falta o Salazar"

“Fazia cá falta o Salazar!” Esta foi a frase com que me senti presenteado na minha penúltima visita a Coimbra.
Ia eu a caminho do carro com a minha mãe, a minha namorada e uma amiga quando oiço esta frase vinda de uma senhora idosa que se encontrava numa paragem de autocarro. Não tenho a certeza se a observação foi dirigida a mim, mas não ia mais ninguém a passar e a frase foi vociferada no momento em que eu ia a passar. Vou então enumerar os fatores da nossa aparência no momento que poderiam contribuir ou não para termos sido os alvos de tamanha barbaridade (como devem compreender, não me lembro totalmente das nossas indumentárias e, como tal, não serei específico em diversas situações):

A minha mãe ia de saia ou calças de ganga, sendo que o mais provável seria esta última, e uma camisola normal (nada de decotes ou roupa rasgada).
A minha namorada seguia um estilo semelhante: calças de ganga e camisola pouco ou nada provocadora.
A rapariga que nos acompanhava também não passava muito disso. Calças justas, como toda a gente usa agora, e uma t-shirt ou algo parecido.
Eu ia de calções, uma t-shirt um pouco comprida (nada de mais), óculos escuros, boné (pala para trás porque estava muito sol e eu tenho uma pele sensível) e sapatilhas (nem sequer ia de chinelos).
(“Ai que egocêntrico, mal se lembra da roupa de quem o acompanhava e da dele quase a descreveu ao pormenor!” Dado o comentário, tive especial atenção à minha vestimenta pensado ter sido essa a fonte de desagrado da senhora.)

Vamos agora tentar repartir toda a minha aparência por partes e avaliar em que aspetos poderá esta ter ofendido a avozinha:

Calções: não vejo qualquer ataque ao pudor da senhora ao usar calções. Nem sequer faço a depilação. Normalmente os antigos defendem que depilação só mulheres e maricas. Este não era o caso.

Sapatilhas: como estava de calções, levava daquelas meias pelo tornozelo (pezinhos) que às vezes não se vêm porque fogem para dentro do calçado. A senhora pode ter pensado que eu não levava meias e, ao achar isso uma badalhoquice, achou por bem invocar o Salazar para ele me vir cá obrigar a usar meias. Se é por aí, pode estar descansada, que eu levava meias.

T-shirt: admito que esta poderia ser um pouco grande para o meu tamanho e que tinha uma imagem um pouco agressiva. A imagem é, para quem conhece, uma “caricatura” exagerada do Joker (Némesis do Batman). Mas, para quem não conhece, é quase uma personificação de um ser maligno enviado para destruir todo o planeta terra de forma atroz enquanto se ri com gargalhadas maléficas. Ou então o símbolo de alguma banda demoníaca que canta orações a Belzebu e que sacrifica carneirinhos e come os seus corações ainda palpitantes para servir o Demónio. Caso não tenham percebido bem a ideia eu deixo aqui a imagem da t-shirt para cada um tirar as suas próprias conclusões.



“Tanta descrição para no fim pores uma imagem da t-shirt!” É, eu sou assim. Um romântico. “Mas isso não tem nada a ver com romantismo!” Pois não. E eu não sou romântico.

Passemos agora à parte avaliativa deste elemento. A camisola pode ter ofendido a senhora e até mesmo assustado. Mas, sinceramente, não estou a ver o que é que o Salazar ia fazer em relação a isso. “Lei nº 329, artigo 4º - Não são permitidas, neste país, quaisquer peças de roupa que façam alusão ao filme ‘The Dark Knight’ ou que ofendam a dona Serafina dos Anjos que mora no 2º esquerdo – Rua dos Combatentes, Coimbra.” Não ia fazer muito sentido, mas arrancar unhas aos jovens que eram do partido em oposição ao Salazar também não fazia sentido e eles faziam-no. (P.S.: aposto que a senhora é esposa ou viúva de um ex-elemento da PIDE)

Óculos de sol e boné: os óculos são dos que refletem (mal e porcamente porque foram comprados a 10€ na Pull&Bear). Possivelmente a senhora achou intragável não poder ver-me os olhos e, no lugar destes, ver o seu próprio reflexo. Afinal de contas os olhos são as janelas para a alma, ou qualquer coisa assim. “Haviam de tos furar. Se é para andarem escondidos mais vale não os teres!” Isto é aquilo que eu imagino ter passado na cabeça da senhora quando ela muito controladamente apenas disse “Fazia cá falta o Salazar!”.
O boné não ia inteiramente enfiado na cabeça e ia de pala para trás. Mas tenho uma justificação plausível para ambas as situações. Ia apenas apoiado na cabeça, não porque está na moda, mas porque me está pequeno e me aperta muito os miolos e, como tal, ia apenas pousado. A pala ia para trás porque, como eu já referi, estava muito sol e eu tenho uma pele sensível.

“Ela achou é que tu tinhas ar de bicha e não esteve com papas na língua!” É uma hipótese.

Querem saber a parte mais estranha? Nós já tínhamos passado por ela uma vez quando íamos almoçar (a senhora esteve à espera do autocarro todo o tempo que nós demoramos a almoçar num restaurante. Pensado bem ela se calhar só queria o Salazar para ele arranjar um serviço de transportes públicos mais eficiente que os SMTUC. Se assim for também apoio o regresso do Salazar. Mas só para isso. Depois podia voltar para o buraco de onde tinha vindo. Literalmente…).

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Caligrafia, Inc

Há algumas semanas fui ao médico e, ao sair, tive de assinar uns papéis. Ia eu a assinar quando a minha rica mãe decide tecer um comentário completamente despropositado sobre a minha caligrafia. Algo como “quando é que melhoras essa letra?” ao que a funcionária do consultório decide dizer “eles agora escrevem pouco, é só nos computadores e as caligrafias tendem a piorar”. Não sei se foram estas as palavras exatas mas a intenção era esta. Perante esta situação eu fiquei com vontade de agarrar na respetiva caneta e enfiá-la pelo nariz da funcionária obrigando-a a fazer uma operação semelhante à que me levou a ir àquela consulta. E qual a razão deste meu impulso (reprimido)?
Ao contrário do que a maioria das pessoas demonstra pensar, a minha caligrafia não é má devido às novas tecnologias. Não foi preciso os computadores ficarem na moda para a minha letra parecer ter sido feita por um macaco maneta com parkinson e cataratas. Eu comecei a aprender a escrever há quase 17 anos e desde que me lembro que a minha letra está no top 3 das caligrafias mais feias da turma, provavelmente nunca tendo saído do primeiro lugar.
Eu não tenho a letra feia por escrever muito mais no computador do que à mão. Eu escrevo muito mais a computador do que à mão porque tenho a letra feia.
Se eu tivesse uma letra bonita, todos estes posts geniais que vocês podem ler neste blog genial seriam fotografias de folhas com a minha letra espetacular com estes mesmos textos. Ok, talvez isso fosse ridículo. Mas não era, certamente, tão ridículo como o Kanye West a cantar a Bohemian Rhapsody dos Queen.


“Mas não tinhas nada mais interessante para escrever do que a tua caligrafia?” Não. Não tinha. E orgulho-me de escrever sobre a minha lendária caligrafia. 

sábado, 4 de julho de 2015

Em homenagem a um herói nacional!

Esta é a história de algo que muitas vezes nos acompanhou nos momentos mais solitários.
Estava eu a jantar quando tento visualizar uma série que comecei a seguir recentemente. O site dava erro. Com esperança pensei “lá está esta merda outra vez com erro”. Tentei várias vezes, mas o erro permanecia. Erro 504, se não me engano. Na minha ingenuidade pensei “agora não tenho nada para ver enquanto como por causa destes tansos que estão sempre com problemas no site”. Procurei a série noutros sites, mas nenhum tinha a qualidade e simplicidade já tão familiares no predileto.
Umas horas mais tarde veio a triste, triste notícia. O wareztuga tinha chegado ao fim. O nosso tão querido site de pirataria fácil e gratuita finalmente sucumbiu. É com pesar na alma que, por várias vezes, penso “Cabrões, agora que eu andava a seguir uma série brutal é que eles decidem acabar com a porcaria do site!”.
O nosso jovem companheiro teve fim com apenas 4 anos de existência. Uma carreira tão bem sucedida, mas, ainda assim, tão curta.
Já me aconselharam sites e programas semelhantes mas nenhum tem a simplicidade, velocidade e qualidade do defunto wareztuga.


Na Eterna Saudade de Fãs e Seguidores

WAREZTUGA




Agora a sério. Aquele site era das melhores coisas para pessoas preguiçosas e comodistas como eu. Poupava-me o trabalho de sacar o filme ou a série, ainda ir procurar a porcaria das legendas e, com azar, ter de as sincronizar com as imagens. E ainda por cima o motivo dos administradores para o término do site é “sucesso a mais”. Isto já quase faz lembrar a mãe do Cristiano Ronaldo que foi multada por excesso de dinheiro no aeroporto. Eu ainda estou com esperança que o dia das mentiras tenha sido mudado para 3/4 de julho (não, não é três quartos de julho. É mesmo três “barra” quatro).


Eu já não ficava tão frustrado desde que recebi as notas no fim do último semestre…

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Já tinham saudades minhas?

“Então o que é que se passa? Há tanto tempo que não fazes um dos teus posts que nós, teus fãs e seguidores, tanto gostamos de ler!” Pois é. Nesta última semana andei um pouco ocupado. Ainda dizem que vida de estudante é fácil. Tive um exame ontem (deveria ser “hoje”, mas como já passa da meia-noite fica “ontem”) e, como tal, só agora é que tive tempo para abrir o Word sem ser para estudar os resumos.

Nesta última semana muita coisa comentável aconteceu. Mas a mais falada é, sem dúvida, a legalização do casamento gay nos EUA. “Eh, que seca! Já está toda a gente está farta desse assunto!” E com razão, mas eu tenho que me atualizar. Mas também não me vou alongar muito. Vou só fazer uma pequena crítica à moda da foto de perfil do facebook com o filtro da bandeira dos gays. É estúpido e aposto que há pelo menos um otário ou outro que o fizeram sem saber o significado. E é isto.
Posso ainda falar de um outro assunto, também ele muito na moda. O gato das festas de S. João. Ironicamente, o meu último post foi precisamente sobre abandono dos animais. Em como isso era uma crueldade. E agora, como quem diz “vai levar nas nalgas que já és grande”, aparecem estes merdas com outra “tradição” espetacular. Já não bastava usar touros como almofadinha de agulhas, agora também se faz churrasco de gato vivo. É que nem os chineses fazem essa merda, e olhem que os chineses são uns variados! E como de costume há sempre os sábios: “É tradição!” “O gato nem sequer se queima!” Então claro que não se queima! Está dentro de um pote em chamas, ou lá o que é, mas não se queima.
Eu já uma vez falei disto num sítio qualquer e volto a falar. Eu sou a favor de voltarmos a abrir arenas e respetivos torneios de gladiadores. Era uma tradição tão bonita e não percebo porque é que acabaram com ela. Entretinha o povo, controlava a superpopulação (não, não é uma população com visão laser nem com poder de voar. É mesmo gente a mais), era um modo divertido de condenar pessoas à morte e ainda havia carninha fresca para os jardins zoológicos. Eram só vantagens. E, acima de tudo, o motivo mais lógico para se fazer: é tradição.
Quando eu penso neste tipo de “tradições” pergunto-me quem é que terá sido o idiota que se lembrou das inventar? “Oh pessoal, lembrei-me agora duma cena muita gira para fazermos todos os anos por esta altura. Vejam lá se não é alta ideia. Metemos um gato num pote, pomos o pote a arder, levantamos o pote bem alto, com uma grua ou coisa parecida, e no fim mandamos o sacaninha a arder por aí abaixo até ele bater no chão e acabar todo fod…” e depois, igualmente mau ou pior, foram os imbecis que disseram “bela ideia, bora fazer isso”.
E já algum de vocês tentou argumentar com alguém que defenda este tipo de “tradição”? É que eu já, e aposto em como conseguia obter respostas mais bem fundamentadas vindas de uma sandália velha.

Como, de momento, não me lembro de mais nenhum assunto que valha a pena e até já são quase 5 da manhã, vou ficar por aqui.

Agora vem a conversa cliché. Se gostaram partilhem, se não gostaram digam porque é que não gostaram, se acham que falta dizer alguma coisa façam favor de dizer, etc..

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Arroz de puta à brasileira

“Canibal português comeu carne de mulheres”. Ao ver este título a primeira coisa que me veio à cabeça foi “isto só pode ser vírus do facebook”. Ainda assim arrisquei e lá cliquei no link. Antes fosse um vírus. Era uma notícia do Correio da Manhã.
Mesmo depois de descobrir as origens tenebrosas da notícia, decidi visualizar o vídeo que se encontrava na página. Afinal de contas não é todos os dias que se sabe de um canibal assumido.
Atenção! Sendo a CMtv a transmitir a notícia, toda a informação pode ser verdadeira OU NÃO!
Então a nossa história trata de um senhor português, Jorge Brandão Silveira, que foi viver para o Brasil e decidiu fazer o típico rodízio brasileiro. Ok, talvez não seja assim tão típico.
O senhor Jorge, chegado ao Brasil, achou por bem agarrar em três tenras e jovens brasileiras (17, 20 e 21 anos) e comê-las, no sentido literal da palavra. Mas não se ficou por aí. Não, não! Este homem conseguiu ainda pôr a mulher e a amante a trabalhar com ele. Mais difícil do que cozinhar jovens Brasileiras é conseguir por a mulher e a amante a trabalhar em conjunto. Acham que isto não pode piorar? Acham mal. Ele, depois de matar as vítimas, limpava-lhes a carne, como qualquer bom talhante, comia a carninha em conjunto com as suas duas senhoras E NO FIM FAZIA EMPADAS, AS QUAIS DAVA/VENDIA A PESSOAS QUE DESCONHECIAM A ORIGEM DA CARNE

INCLUSIVAMENTE À FILHA DE 18 MESES DE UMA DAS VÍTIMAS!

O herói de infância do Jorge é, de certeza, o Sweeney Todd. O Sweeney Todd ou a bruxa da casa de guloseimas. “Porquê?” perguntam os curiosos. Ao que parece, o trio maravilha fazia-se passar por bons samaritanos e acolhiam as jovens em casa. Jovens mães solteiras (pelo menos uma delas) que não tinham como se sustentar e viviam na rua. Só não as engordavam com doces. Era logo com elas na panela que até iam tontas. “Epá, mas o homem é um psicopata completamente doido!” pensarão os mais sensatos. Errado novamente. O senhor tem fundamentos totalmente plausíveis para as suas ações! Ora leiam: “Simplesmente eu fazia certas coisas para purificação… Proteger as pessoas… Entregar as pessoas a deus…”; “Aquelas mulheres que eu matei tinham 17, 20 e 21 anos e iam dar à luz ladrões e escumalha”; “Para as pessoas estarem seguras, eu, Jorge, tenho de estar aqui (na cadeia). Se não mato outra”. É ou não é um homem com princípios? Já para não falar que sabia exatamente o que estava a fazer. O senhor Silveira foi professor universitário na área da motricidade humana e cinturão negro em Karate. Esta última parte, como karateca, envergonha-me um bocadinho, mas passando à frente. O senhor professor devia conhecer o corpo humano melhor que muitos.
“Então mas ele preferia carne humana a carne animal?” pergunto eu aqui porque me dá jeito para o que vem a seguir. “Carne humana, para mim, é igual à de vaca. Tem o mesmo gosto. É exatamente igual” portanto, como podem ver, o senhor só comia gente como serviço comunitário, para não haver por aí tanto “ladrão e escumalha”.


ATENÇÃO! Repito, notícia publicada pelo Correio da Manhã. Qualquer aldrabice encontrada é perfeitamente normal!

Como costume, deixo aqui o link para a notícia.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Uma multa de sonho

Já alguma vez sentiram vontade de estar no lugar de alguém que tenha sido multado? Mais ou menos “eu gostava de ser multado como aquela pessoa”? Já? Eu também não. Até ontem. Pois foi. “Mas tu estás parvo? Agora deu-te para quereres ser multado?” Não pergunta ninguém porque já toda a gente deve ter percebido do que eu estou a falar. Caso não tenham percebido, eu vou explicar. A mãe do Cristiano Ronaldo foi multada em Espanha porque transportava 50 mil euros em dinheiro e só é permitido transportar 10 mil. Agora pensem lá bem, gostavam ou não gostavam de ser multados como ela?

“Nem sabes o que me aconteceu a semana passada.”
“O quê?”
“Fui multado.”
“Epá que chatice. Mas foste multado porquê? Excesso de velocidade?”
“Não, não. Excesso de dinheiro na bagagem!”

Estou sem palavras… Mas estou mesmo. O que é que a senhora teria de tão importante e secreto a pagar que fosse necessário levar 50 mil euros em dinheiro num avião?

CINQUENTA MIL FUCKING EUROS EM DINHEIRO!


Cinquenta mil é o número que eu uso quando quero exagerar em qualquer coisa, por exemplo “pago quase 50 mil euros de bilhete para a CP e o serviço é uma merda”. E se repararem nem tenho a ousadia de dizer mesmo os 50 mil. Digo “quase”. Porque 50 mil é absurdo até para exagerar propositadamente!


Eu nunca fui grande adivinho, mas tenho cá um pressentimento em que quem vai pagar a multa será o nosso querido Cristianinho. Não sei porquê mas algo me diz que aquela multa não vai deixar a senhora sem dormir uma noite que seja. Ou se calhar até vai, “já lhe pedi 50 mil a semana passada e agora vou ter que lhe pedir outros 30 mil. Qualquer dia corta-me a mesada de vez.”

quinta-feira, 4 de junho de 2015

O futuro está nas nossas mãos!

Ora imaginem só se desse para fazer namoradas às peças estilo PC ou bicicleta. Não, a ideia não é meter pernas duma, rabo de outra e mamas de outra. Isso ficaria similar ao monstro do Frankenstein (sim, eu sei que o Frankenstein é o doutor) e acho que todos concordamos na parte em que isso seria no mínimo perturbador. A ideia neste caso seria mais numa tipo aplicações… Software, se preferirem.
Por exemplo: “Eu até gosto e sei cozinhar, posso poupar nessa parte. Aproveito e invisto mais no sentido de humor que para trombudas já basta a minha chefe” ou então “Epá, eu gosto de ir beber uns copos com a malta do trabalho, é melhor arranjar uma que não se importe de estar sozinha. Necessidade de privacidade médio-alta deve ser o melhor” ou até mesmo “Eu gosto sempre de ter um animalzinho lá por casa, portanto gosto por animais semi-elevado porque também não quero abdicar de um bom bife devido a excessos de amor”.
Era ou não era um espetáculo? Assim podíamos ter a namorada apropriada aos gostos de cada um e até aconselhar certas “funções” aos amigos.
Depois se uma “função” começasse a dar erro - por exemplo uma com gosto pelo desporto começar a ficar fanática e começar a querer ir para os No Name Boys - era só desinstalar a aplicação e voltar a instalar ou então comprar uma aplicação nova.
Era tudo tão mais simples… Eu devia ir para inventor!


(Hoje é muito mau dia para estar a publicar este texto… Muito mau mesmo!)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Dia da criança... Ou não.

Eu até podia fazer um texto sobre o dia da criança mas isso ia ser uma grande falta de originalidade (mentira, eu é que estou a sem imaginação para isso) e como tal vou fazer um texto sobre humor negro. Outra vez.
E isto a propósito de um post sobre o dia da criança. Sou tão original, eu.
Vi uma piada que envolvia crianças, cancro e religião. E como tal houve logo virgens ofendidas a irem dar lições de catequese a quem o publicou. Surpreendentemente o tema das lições era o cancro e não a religião.
Um dos primeiros comentários ao post foi:

“Quando a rebeldia se torna estupidez.Quando tiveres um filho ou alguém que gostas com cancro perceberás o qto este post é ridículo.”


Ao que o autor do post responde:

“Já tive. Por duas vezes. Não deixo de achar piada.”.


Eu para ser sincero achei mais piada a esta parte do que propriamente ao post (além de que o post é original do Rui Sinel de Cordes que, se o caro leitor acompanha o meu blog, sabe perfeitamente que eu o odeio).
Isto foi apenas para provar que quem gosta de humor negro não é apenas porque nunca sofreu na pele aquilo com que goza. Não são apenas insensíveis com uma vida cheia de alegria a quem o azar nunca sorriu. Às vezes até são pessoas que já passaram pelas coisas mas preferem encará-las com humor em vez de andarem a chorar pelos cantos armados em vítimas.



Eu vou confessar-vos, este texto veio assim um bocado à laia de laxante. Apetecia-me escrever e experimentar a brincadeira do boneco personalizado (que provavelmente vai ficar assim até ao próximo post) e não tinha nenhum assunto interessante. Entretanto vi a publicação em questão no facebook e aproveitei a deixa.

Prometo que vou tentar evitar ao máximo que a situação se repita, a sério…

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Je suis Lennon

Há já uns tempos que não se fala em nada sobre feminismo, e eu, como desmancha-prazeres que sou, vou trazer o assunto à baila (engraçado, quem tem fama de ir buscar situações que já ninguém se lembra só para embirrar são as gajas…).
Há uns meses, uma barbearia interdita a mulheres foi notícia devido a ser alvo de invasão por parte das mesmas. Até aqui nada de novo. Houve grandes discussões, de um modo geral mulheres a favor da invasão e homens contra e por aí fora.
Eu, como besta machista que me esforço por ser (para os mais desatentos, isto é uma piada) sou obviamente contra aquela invasão (esta parte já não. Sou mesmo contra). E como tal vou agora fazer aquilo com que gozei no meu último post: agarrar na primeira situação inversa e esfregar na cara do “júri” (que serão os senhores leitores, se os houver).

 Notícia super interessante que dá sentido e motivo de ser a este post!!!!



Este artigo foi publicado há não muito tempo e para resumir (ou para aqueles que não percebem inglês) um senhor chamado John Lennon (não, não é o cantor dos Beatles) foi violado durante 3 horas e meia no seu apartamento em agosto de 2010. Por enquanto nada de novo. Agora é que vem a parte gira: o desgraçado ligou para uma linha de apoio a vitimas de violação e a senhor que o atendeu respondeu-lhe qualquer coisa como “tenho muita pena mas o senhor não pode ter pila para nós o podermos ajudar”. Obviamente, não foi nada disto. Ela só lhe disse que aquele serviço era exclusivo a mulheres. O que é uma estupidez na mesma. O pobre coitado com o cagalhoto na mão porque não o conseguia segurar com o rabo (“eh que insensível!” pois…) e é enxotado porque não é mulher… Na minha opinião, os homens da zona deviam juntar-se todos e invadir a cena e fazer um escândalo por causa daquilo. “Ah, mas só os violados é que teriam razão para fazer isso!” dirão os mentecaptos. Porque se assim fosse também só as mulheres que fazem a barba é que tinham o direito de invadir a barbearia.
Felizmente que o senhor Lennon não é uma besta como eu e decidiu, em vez de uma invasão, procurar mais fundo (para quem achar que isto foi outra piada de mau gosto eu juro que foi sem querer) e lá encontrou uma organização de apoio a vítimas de violação, homens ou mulheres.
Vou ser sincero: eu também sou um lambão do caraças e não me apeteceu ler a notícia toda e como tal também não sei muito mais que isto. Mas a ideia está lá. Acho que uma linha de apoio mista a vítimas de violação é capaz de ser um bocadinho mais importante que uma barbearia mista. Não sei. Digo eu.


Caso os senhores leitores sofram de cérebro ausente, isto é a minha forma amorosa de dizer que a discriminação não é apenas a favorecer os homens. Sendo isto nas coisas que interessam, porque toda a gente sabe que aquelas “ladies night” em que só os homens é que pagam entrada na discoteca é um grande ato de discriminação, mas aí as senhoras já não se queixam!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Quem foi o Hitler...

(Como devem perceber ao começar a ler, este texto foi escrito há uns mesinhos. Só o vou pôr agora porque, tal como já foi referido num post anterior, só voltei a pôr coisas no blog há pouco tempo. Eu sei que podia simplesmente não o publicar, mas reli-o e, modéstia à parte, está estranhamente bom e dentro de pouco tempo irei abordar este mesmo assunto num outro post, portanto achei por bem publicar.)

(P.S. do parenteses: E o blog é meu logo faço o que eu quiser!)


O atual “assunto da moda” é o Charlie Hebdo, um jornal francês que, ao que parece, é muito afoito nas caricaturas que faz à sociedade e que foi vítima de um ataque terrorista. E agora vem a parte das opiniões. Neste caso dividem-se em dois grandes campos: os que acham que toda a gente tem direito à liberdade de expressão e que este atentado não tinha qualquer tipo de razão de ser e os que também acham que este atentado não deveria ter acontecido mas que defendem que os caricaturistas se puseram a jeito. “Então e tu estás de que lado?” Não pergunta ninguém porque ninguém vai ler esta merda. Mas eu respondo na mesma. Sinceramente não estou de lado nenhum. As opiniões dependem da educação e maneira de ser de cada um. Se for uma pessoa que teve uma educação aberta (não apenas em termos de ideologias mas sim em todos os aspetos quotidianos) certamente irá apoiar que os caricaturistas têm direito a dizerem e desenharem o que quiserem. Se forem educados por alguém mais “retrógrado”, naturalmente a sua opinião será do “puseram-se a jeito”. Se a pessoa tiver um gosto natural pela comédia e pelo “fazer pouco” dos outros, acho que nem preciso dizer a opinião. Mas se, por outro lado, for uma pessoa religiosa que não aceita piadas dirigidas à sua crença obviamente vai estar contra o Jornal (embora nunca a favor dos terroristas).
E agora é que vem mesmo a minha opinião: eu não faria o que os caricaturistas em causa fizeram (não por uma questão de medo, como já foi defendido que deviam ter feito, mas por uma questão de respeito). Embora eu goste de gozar com tudo o que mexe, penso que não o faria a um nível tão “público”. Mas também não os censuro.
Eles foram extremos nas caricaturas que fizeram, mas, se um gajo na rua me chamar filho da puta e eu lhe der um murro no focinho, provavelmente vou parar a tribunal e isso já ninguém censura. Eles estavam no direito deles, e se formos todos a responder desta forma, agora os jornalistas juntavam-se todos e iam fazer ataques terroristas a uma sinagoga (não sei o termo adequado portanto fico-me por sinagoga) muçulmana, e depois novamente o contrário e nascia a guerra mais ridícula de todos os tempos.
Isto tudo é conversa da treta que ninguém quer saber e que todos têm e se acham intelectuais por terem (eu ao menos continuo a achar-me um labrego sem conhecimento seja do que for). Mas o que me dá que pensar é o grupo que mais ataca os caricaturistas: cristãos e outros grupos religiosos semelhantes. Os, alegadamente, maiores defensores da paz e “Jesus disse para quando levares uma bolachada na tromba dá o outro lado e diz para darem outra para ficar igual” são os que mais dizem “eu não defendo os terroristas, MAS os caricaturistas faltaram ao respeito às crenças alheias e, como tal, puseram-se a jeito”. Quanta hipocrisia existe nesta atitude? Se defendem a paz assim tanto, a teoria não devia ser “deixem-nos dizer e escrever o que querem que nós não vamos mata-los a tiro por isso”? Também há quem se queixe que há atentados terroristas com muita frequência na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Nigéria, no Paquistão, etc. e ninguém faz protestos por isso. Concordo plenamente que é algo trágico e devia ser mudado, mas se num desses países houvesse uma manifestação anti terrorismo com milhares de pessoas, o mais certo seria esses milhares de pessoas irem todas visitar Alá mais cedo, num ataque terrorista à manifestação anti terrorismo.
Enquanto que França (neste caso) nada tem a ver com este tipo de atividade.
Por outro lado, uma situação que eu acho que merecia um ataque terrorista é a atual turma de um antigo professor meu onde jovens de 14 anos (aproximadamente) não sabiam nem quem eram os Romanos (Roma antiga), nem o que eram campos de concentração (pensado serem campos onde as pessoas se concentravam) nem quem era o Hitler. Neste caso concordo que um ataque terrorista seja a medida mais eficaz…


Ou pelo menos uma bomba de gás lacrimogénio (não aos jovens incultos mas sim aos paizinhos que estão mais preocupados com quem ganha a bola de ouro do que com quem governa o país. Não que eu me interesse por quem governa o país, mas também não me interesso por quem ganha a bola de ouro).

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A história de um blog!

Como o título indica, esta é a história de um blog. Nomeadamente este blog.
Este blog foi feito há quase quatro anos com um propósito semelhante ao de um diário de uma adolescente. Ou seja, eu escrevia as minhas baboseiras e punha-as aqui. Nunca tive grandes visualizações, mas a minha mãe e namorada diziam-me que eu escrevia bem e se elas o diziam é porque era verdade!
Passado aproximadamente um ano e meio de começar o blog comecei a fartar-me (aqui verifica-se novamente o fator “rapariga adolescente”…). Recentemente apanhei uma forte bebedeira e levei na tromba forte e feio. “E o que é que isso interessa agora?” perguntam os mais curiosos. Eu explico! Como seria de esperar, nada de bom advém de uma bebedeira em que se é esbofeteado. Neste caso foi a vontade de voltar a escrever neste blog. Pois é… Pessoas normais iriam à esquadra ou enviariam uma carta à camara municipal (os chicos espertos), eu decido voltar a escrever no meu blog de adolescente.
Como ao olhar para o blog pela primeira vez ao fim deste tempo todo tive um pequeno ataque de pânico, decidi remodela-lo. Assim ao estilo daqueles cafés a quem ninguém vai e, como tal, os donos decidem (cá está) remodela-lo e investir um pouco em publicidade. É claro que a maioria das vezes o que acontece a esses cafés é que no início é muito engraçado porque é novo mas depois volta a cair no esquecimento, tal como certamente acontecerá com este blog. A vantagem de isto ser um blog e não um café é que não gasto dinheiro a remodela-lo.

Portanto, decidi por mãos à obra e pedir à minha namorada para me fazer o trabalhinho todo (a tal que diz que eu escrevo bem. Pff… coitada…). E ela, ingénua, lá fez.
Ao fim de sensivelmente 3 horas de trabalho intensivo (sim, a remodelação de um mero blog demorou aproximadamente 3 horas. E a pior parte é que duas dessas horas foram passadas de volta do bonequinho que se encontra junto ao título do blog. Boneco esse que é uma representação minha) saiu aquilo que vocês podem apreciar neste momento. Está ou não está uma maravilha? Claro que está!

Fator que provavelmente não contribuía muito para eu ter visualizações era o pormenor de eu não publicitar o blog em lado nenhum e nem sequer dizer às pessoas que tinha um blog (não sei, digo eu…). A partir de agora vou tentar corrigir um pouco esse erro e publicitar o blog no facebook. O feedback mais provável será receber comentários como “Não publiques mais isso. Ninguém quer ler” ou no mínimo deixarem de seguir as minhas publicações. Mas vale a pena o risco…

Convido-vos desde já a dar uma vista de olhos pelo resto do blog. Com sorte até encontram uma frasezita ou outra a que achem piada (esqueci-me de referir que costumo optar por uma escrita cómica. Embora isto não seja um blog exclusivo de comédia mas se puder fazer alguém rir ou só que seja sorrir já é bom. Que bonito que isto foi… Não era minha intenção. Juro.)
Qualquer crítica construtiva é bem-vinda. Deixem as outras para depois. Para um dia mais tarde em que eu tenha alguém que me apoie ou assim. Se isso nunca chegar a acontecer podem agarrar nas vossas opiniões e mete-las nas nal…

P.S.: Já estou farto da palavra blog…

Será que a usei muitas vezes? Acham que já perdeu o sentido como quando repetimos muito uma palavra? Blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog blog… Já soa estranho…

terça-feira, 5 de maio de 2015

Deep shit...

Venho aqui só deixar o seguinte pensamento:

O pior acidente de viação possível é para alguém dentro do WC dum autocarro/comboio.
Fica a questão no ar...

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A CP é a escória dos serviços públicos!

Estão a ver aqueles senhores que têm sido notícia porque estão sempre a fazer greves e ainda por cima nos dias mais inconvenientes? Esses mesmos, os da CP. Hoje estou a ter um dia completamente inútil e secante graças a um desses senhores.
Pois bem que a minha história começa assim:

(Este texto está a dar-me mais trabalho a começar do que os últimos 5 me deram a fazer).
Ontem, planeei todo o trajeto a fazer com base nos horários que a CP fornece na sua plataforma online. Hoje, já com tudo planeado, lá fui para a estação de Coimbra, comprei o meu bilhete e apanhei o comboio para Coimbra-B como indicava o bilhete. Ao chegar a Coimbra-B reparo na seguinte situação: o bilhete que eu tinha comprado era para um comboio que tinha partido meia hora antes de eu o comprar.
Maravilhoso, não é? Nem podem imaginar o alegre que fiquei.
Aquela besta (sim, ele também era antipático como 90% dos funcionários da CP) vendeu-me um bilhete com meia hora de atraso.
“Ah, qualquer um se pode enganar!” Eu ia com duas pessoas, a quem ele fez exatamente o mesmo. Vendeu 3 bilhetes seguidos com meia hora de atraso.
Como é que eu posso não os criticar nas constantes greves deles se quase sempre que apanho um comboio me deparo com erros parecidos a este?
Os senhores da CP são tipo aquelas crianças gordas e rabugentas que fazem aquelas birras características nos centros comerciais e nos bares, todas babosas e cheias de ranho, que só apetece bater com força, mas depois os papás ainda lhes dão um hambúrguer ou um bolo para elas se calarem em vez do par de chapadas que elas merecem.
E isto é o quão revoltado eu fiquei com a CP.

P.S.: Pedi fatura com número de contribuinte, o cabrão tinha o meu cartão de cidadão na mão e nem isso foi capaz de fazer.


(Começo a detetar um padrão de revolta neste blog. Eu devia seriamente ter sessões de relaxamento ou qualquer coisa parecida…)

terça-feira, 28 de abril de 2015

A mais bela história de amor

Ora pois que estou agora em Leiria, na paragem de autocarros. Acabei de vir das Caldas da Rainha e estou à espera do autocarro que seguirá para Coimbra, que é o meu destino. Isto é apenas a introdução desinteressante à linda história de amor que aí vem.
Vínhamos nós muito confortavelmente no silêncio do autocarro quando o condutor quebra o momento: “Oh Zé, agora posso deixar-te em casa”, diz o condutor amavelmente para o passageiro que ia no lugar imediatamente atrás do seu. “Não vale a pena Chico, eu apanho um táxi”, responde o segundo homem educadamente. “Pelo amor de Deus, Zé, não me custa nada” insiste o condutor.
- A sério que não vale a pena, eu apanho um táxi, a companhia paga.
- Estou a falar a sério, esperas uns 10 minutinhos para eu limpar o vidro do autocarro e eu levo-te a casa.
- Oh Chico, tu nem moras para aquela zona. Deixa estar, eu apanho o táxi.
- Mas não me custa nada!
- Não vale a pena, Chico. A sério eu apanho o táxi.
- Mas olha que eu estou a falar a sério, não é por 15 minutos de desvio que alguém morre.
- Não vale mesmo a pena deixa estar.
- Mas eu levo-te a casa!
- MAS EU NÃO QUERO QUE TU ME LEVES A CASA!
- AI ISSO É QUE QUERES!
- NÃO QUERO NADA! – E nisto começam ao murro, um saca duma ponti-mola, o outro de uma de 9mm e a cena torna-se um mar de sangue e tripas.
Ok, estas últimas quatro frases são mentira. Era só para efeitos dramáticos. Mas podem apanhar a ideia.
Eu juro que se a viagem durasse mais uns 10 minutos eles começavam a discutir por causa da “boa educação”.
E pronto. Agora vou continuar a minha espera pelo autocarro que só chega cá às onze da noite.
E vocês têm que ir trabalhar. Não deviam estar a ler isto no emprego.
Estou a gozar, ninguém lê este bolg de merda. Mais depressa iam lavar a loiça por estarem entediados do que vinham ler isto.

Triste vida.