O meu pai
faria anos hoje. Seriam setenta e quatro. Dado isso, gostava de celebrar esse
evento escrevendo uma pequena homenagem com setenta e quatro palavras. Uma
coisa curta mas que desse para transmitir, de forma simples, o simbolismo dela
mesma. Setenta e quatro palavras para celebrar os setenta e quatro anos que
passaram desde o nascimento de uma pequena lenda. E cá está o pretendido: um pequeno
texto de setenta e quatro palavras.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: Eu a elogiar a Bófia!
Só pelo
título já dá para perceber que algo de estranho se passou. Normalmente eu passo
o tempo a criticar os desgraçados, mas não desta vez. Desta vez tenho uma
palavrinha de apoio e agradecimento. Vamos saber porquê? Vamos pois!
Ontem,
estava eu perto de Aveiro, na festa do S. Paio, quando decidimos ir para um bar
com bom ambiente, na praia. Fomos, dançámos, bebemos, dançámos mais,
empurrámo-nos uns aos outros ao chão, rimo-nos muito e foi muito giro. Até que
eu, juntamente com dois amigos meus, decidimos ir até à beira mar despejar o
que tínhamos estado a beber (pelo sítio certo, não foi vomitado). Lá fomos, e
no meio de muita piada parva e gargalhada, quando me volto para trás sou
agarrado no braço por um sujeito que eu não conhecia de lado nenhum. Deparado
com tal situação, pensei “este está bêbado e está a meter-se connosco” ao que
procedi a um “oh meu, larga-me” suave e amigável. Ao que a resposta do sujeito
é “Tu, anda comigo” ao que respondo, ainda de forma calma, qualquer coisa como “mas
vou contigo onde? Não vou nada, larga-me”. Vendo que ele continuava a insistir
naquilo e agarrar-me cada vez com mais força comecei a perceber que de amigável
aquele indivíduo não tinha nada. Apercebo-me entretanto que estavam mais 3
matarruanos com conversas parecidas dirigindo-se aos restantes elementos do meu
grupo. Dado a falta de amabilidade dos jovens, comecei eu próprio com uma
abordagem mais agressiva (tudo o que aqui está transcrito é uma aproximação da
realidade visto que não me lembro das coisas com clareza) “Já te disse,
larga-me. Não vou contigo a lado nenhum!”. Perante a minha reação agressiva (talvez
inesperada, para eles), o rapaz soltou-me e o amigo tentou tomar conta da
situação. E aqui é que vem a parte mais interessante da história: aponta-me uma
pequenina pistola e manda-me ajoelhar. Apanhado de surpresa e, ainda por cima,
com o raciocínio meio tolhido pelo álcool, o meu pensamento foi qualquer coisa
como “mais depressa me dás um tiro do que me fazes ajoelhar”. Estúpido, eu sei,
mas numa situação de pressão como esta uma pessoa nunca pensa nada de inteligente.
E, dado tal pensamento, fiquei apenas a olhar para a pequena arma. Perante a
minha “indiferença”, o jovem assaltante decidiu levar a ameaça para um nível
ainda mais elevado: “deita-te no chão! Todos deitados no chão”. Querem tentar
adivinhar a minha reação? Pois, continuei a olhar para a puta da pistola, a
tentar perceber se era verdadeira e eu podia ficar com um buraco na testa a
qualquer momento ou se era de água e eu podia ficar com a cara molhada a
qualquer momento. O pequeno gatuno continuou sem saber como reagir à minha
falta de reação. Decidiu optar por mais ameaças: “olha que eu disparo!” e foi após
este momento, que uma qualquer pessoa com o raciocínio desimpedido teria percebido
que aquilo era, de facto, um brinquedo: o anormal fingiu puxar a culatra da
arma como quem a põe “mais pronta” para disparar. Obviamente que aquilo para
mim não foi o suficiente para pensar “é falsa e tu vais sair daqui com ela
enfiada no cu” e partir para a bofetada. Já farto daquele impasse do “faz isto –
não faço” decidi perceber o que eles realmente queriam (lerdo): “mas o que é
que vocês querem?!” ao que o gajo da pistola me responde “dinheiro” com um tom
de voz forçadamente ameaçador. A minha reação a isto também não foi muito
inteligente, mas tive sorte que eles, alem de serem nabos a assaltar, também
eram nabos a pensar:
Eu: Não
temos dinheiro (resposta de um engenho espetacular)
Assaltante
da arma: De certeza?
Eu: Absoluta
E com esta
conversa lá nos fomos afastando deles. Assim que nos aproximámos da festa, os
nossos raciocínios em relação à arma aclararam-se e ficamos com vontade de
vingança. Chamámos um 4º elemento do nosso grupo que tinha ficado na festa (para
ficarmos equilibrados em número) e fomos atrás dos assaltantes chamando-os,
como bons cidadãos civilizados que somos. Já bem longe de nós e numa zona mais
luminosa (toda a cena anterior foi quase sem luz visto estarmos longe da
festa), acharam que era boa ideia não voltarem para trás. Acabámos por desistir
da nossa vendetta e voltámos para a festa. Para quem me conhece, sabe
perfeitamente que eu voltei para a festa mas mais me apetecia ir atrás dos
arruaceiros. E aqui, surgiu uma, estranhamente, boa ideia no seio do nosso
grupo: vamos falar com as autoridades. Os primeiros a quem nos dirigimos foram
os seguranças da festa que, de imediato, nos disseram que não podiam fazer nada
e que tínhamos de recorrer às autoridades (nós pensávamos que eles eram as
autoridades. Só depois de falarmos com eles é que percebemos que eram só
seguranças). Agradecemos e fomos perguntar a uma rapariga que trabalhava no bar
onde podíamos encontrar as autoridades. Ela indicou-nos o que pretendíamos e lá
fomos nós procura-los. Pelo que me lembro da expressão facial do primeiro GNR a
quem me dirigi aposto que o pensamento dele foi algo como “Lá vem o par de bêbados
dizer merda…”. Pedi-lhe que baixasse o vidro da carrinha em que se encontrava e
lá lhe expliquei a situação. Que tínhamos sido abordados por 4 jovens na praia,
que tinham uma arma que achávamos ser falsa, mas ainda assim uma arma, e que
eles podiam andar a fazer o mesmo a mais pessoas. Nisto, começo a ver GNR’s a
aparecerem de trás dos dois ou três veículos que lá se encontravam como se
fossem gatos assassinos a sair dos baldes do lixo de um beco. Dado não
conseguirmos descrever bem os assaltantes, o agente que falou connosco
pediu-nos para irmos para a zona onde os tínhamos visto a última vez e, caso os
encontrássemos, um ficar na zona a controlar para onde eles iam, e o outro ir
chamá-los (aos GNR’s) rapidamente (isto enquanto eles iam dar uma volta pela
zona para o caso de os apanharem em flagrante). Assim fizemos. Poucos minutos
depois de iniciarmos a procura encontramos um que me pareceu o primeiro que me
agarrou na praia: boné, casaco com carapuço por cima do boné e cores de roupa
semelhantes as do da praia. Eu fui chamar os agentes, enquanto o meu amigo
ficou na zona a ver se eles ficavam por ali. Encontrei as autoridades,
orientei-os para a zona onde estava o grupo de quem nós suspeitávamos e indiquei
o sujeito que pensava (com 99.99% de certeza) ser o que me tinha agarrado na
praia. Eu mal tive tempo de perceber o que estava a acontecer quando vejo um
dos agentes a agarrar no badameco com um braço meio torcido atrás das costas e
a levá-lo para uma parede onde o interrogaram. Naturalmente que sem certezas
nossas, seria difícil apanhar os culpados, mas alguns foram interrogados
enquanto um dos agentes conversava connosco na tentativa de conseguir alguma
informação útil para a identificação dos assaltantes.
Como podem
ver isto sou eu a elogiar o bom trabalho de GNR’s (forças de intervenção, se
não me engano).
MAS!
Pode parecer mentira mas tenho mais a dizer: quero
destacar a prontidão, eficácia, simpatia, compreensão e flexibilidade (no
sentido figurativo. Era estúpido agora estar aqui a elogiar a boa espargata ou
espetacular ponte que um dos agentes conseguia executar) que todos os agentes
demonstraram perante a situação. Obviamente, tratando-se de um caso em que
assaltantes andam armados (quer seja uma arma a sério ou uma imitação barata) a
tentar sacar dinheiro às pessoas na festa, eles não podiam ficar indiferentes,
mas a forma como trataram de todo o caso e como nos abordaram, tendo em conta a
nossa falta de precisão na descrição dos sujeitos, foi deveras digno de
destaque.
E convenhamos, seria um pouco hipócrita (não sei se será a palavra que melhor se aplica aqui, mas vocês vão perceber a ideia) passar o tempo a cascar nos senhores das autoridades quando os vejo a serem inúteis e não dar uma palavrinha de apreço quando os vejo a ser úteis e empenhados no seu trabalho de proteção do civil.
E convenhamos, seria um pouco hipócrita (não sei se será a palavra que melhor se aplica aqui, mas vocês vão perceber a ideia) passar o tempo a cascar nos senhores das autoridades quando os vejo a serem inúteis e não dar uma palavrinha de apreço quando os vejo a ser úteis e empenhados no seu trabalho de proteção do civil.
domingo, 4 de setembro de 2016
Um dia em Castro Laboreiro
Eu juro que
estes posts todos seguidos não têm nada a ver com o facto de ter tido um com
muito sucesso. Adiante.
Estou, de
momento, com a minha namorada a passar o fim-de-semana em Castro Laboreiro. E
tenho a dizer que vale bastante a pena (eu sei que isto está a parecer um texto
chato e desinteressante mas eu não vos vou desiludir, acreditem). Hoje
começámos o dia com Canyoning, atividade bastante emocionante e com vistas
espetaculares. Almoçámos, eu um belo cachorro quente com pão rustico e ela um hambúrguer
muito bem servido. Pela tarde fomos de forma autónoma (quero com isto dizer,
sem qualquer tipo de guia ou acompanhante) ao Castelo de Castro Laboreiro,
caminhada pelo meio da natureza, sem qualquer incómodo (dado ser uma zona sem
pessoas), com vistas espetaculares, até ao castelo a, aproximadamente, 1025
metros de altitude (salvo erro) onde pudemos ver coisas deslumbrantes. À noite,
decidimos ir visitar uma piscina natural com água quente, sobre a qual ouvimos um
monitor da atividade matinal a falar com uma das participantes. Segundo o jovem,
era algo que valeria mais a pena ser visitada à noite devido à elevada temperatura
da água. Curiosos, lá fomos. Jantámos num restaurante perto da dita nascente e
seguimos caminho para descobrir do que se tratava a mesma. Chegados ao local, vimos
uma piscina com aproximadamente 15 metros de comprimento, algumas pessoas lá
dentro e muito vapor a sair. Prepáramos as nossas coisinhas e lá fomos. Estava
espetacular. Noite fresca, água quente (daquela em que custa a entrar mas depois
também custa a sair), pouca luz, o que nos permitia ver as estrelas
relativamente bem, dado ser ao ar livre, e, como não podia faltar, um par de
irmãos, com idades perto dos 25, a ouvir quizomba e música eletrónica com uma
coluna que permitia a toda a gente que estivesse num raio de 25 metros ouvir as
suas escolhas musicais.
Estão a ver
este parágrafo que acabei de fazer? Significa que a conversa vai mudar. Sabem
como? Exato. Vou entrar na minha “praia” de escrita agora: a crítica. E
normalmente não é construtiva.
O que é que passa
pela cabeça de alguém que obriga quem o rodeia a ouvir o mesmo excremento musical
que eles querem ouvir? Será que não pensam? Será que não lhes passa pela cabeça
“há aqui pessoas que podem não gostar de ouvir isto e eu não estou no direito
de as obrigar a tal”? E mais! Como já disse, fomos lá de noite.
UM DELES ESTAVA DE BONÉ! NINGUÉM VAI PARA UMA PISCINA DE ÁGUA QUENTE NATURAL À NOITE E BONÉ!
Eu podia ter
acabado o dia da melhor forma. Um dia espetacular que foi e podia ter sido até
ao fim. Mas não foi. Porque dois cagalhões com braços, pernas e uma coluna
decidiram que era boa ideia imporem os seus gostos musicais a todos os que quisessem
desfrutar da água quente da nascente.
Pronto, já
desabafei. Mas continuo com vontade de matar toda a gente que obriga as pessoas
à sua volta a ouvirem a sua música que, ainda por cima, é quase sempre horrível
(para não dizer “sempre”).
sábado, 3 de setembro de 2016
Táxis, os bullies do asfalto
Olá olá olá!
Tanto textinho em tão pouco tempinho! Já vão perceber.
Se não me
engano, já por mais de uma vez que aqui desabafei sobre o meu ódio generalista
em relação a taxistas. E o que aqui escrevo hoje é o cúmulo dessa revolta. Como
a grande maioria das pessoas já sabe, os taxistas andam de birra por causa da Uber
(não sabem o que é a Uber? Vão ver ao Google). Manifestações e coisas do género
são já comuns por parte dos mesmos, mas agora estão a chegar ao limite da
estupidez humana. Ora vejam:
Já não
bastava andarem a chorar por causa da preferência do cliente para com a opção
menos vigarista, agora também se tornaram agressivos para com os condutores da
concorrência. Para quem tiver paciência para ler tudo o que a senhora escreveu,
ou esperteza para passar as apresentações à frente, é provável que eu aqui
repita algumas coisas, mas não se chateiem. Porque se se chatearem eu atiro-vos
um pote de merda acima (não perceberam a referência? Deixem de ser remolgos e
vão ver o link que pus lá em cima que passam a perceber).
Eu juro que
nunca pensei que um povo “civilizado” conseguisse ser tão primitivo. Vou tentar
mostrar o meu ponto de vista de uma forma mais prática para ser mais fácil de
entender e, quiçá, mais divertido:
- Cliente:
Boa tarde, que trajeto é que o senhor leva daqui (Lisboa) ao Algarve?
- Taxista:
Ora boa tarde. Isso é muito simples: passamos pelo Porto, depois Minho, Coimbra,
Ribatejo, Alentejo e pouco depois chegamos ao Algarve.
- Cliente: E
mais ou menos quanto fica isso?
- Taxista:
Não é muito. Deixe-me só fazer as contas: Taxa de rotação dos pneus, mais a
taxa de emissões de CO2, mais o imposto de circulação por nacionais, mais 5€
por minuto, mais a taxa de lavagem das meias sujas dá qualquer coisa como o seu
salário, mais a reforma dos seus avós e a pensão de viuvez da sua tia.
- Cliente:
Ok, obrigado. Então eu vou só ver as minhas outras hipóteses e já venho.
- Taxista:
Outras hipóteses? Só se for montado na mãe do Luís Filipe Vieira eheheheheh.
Porque ela é uma égua, percebeu? Eheheheh. (eu sei que é uma coisa forçada, mas
eu não tenho jeito para inventar piadas futebolísticas)
- Cliente: Boa
tarde, que trajeto é que o senhor leva daqui (Lisboa) ao Algarve?
- Funcionário
Uber: Boa tarde. Daqui ao Algarve é só passar o Alentejo e estamos lá. Mas
ainda é um esticãozinho.
- Cliente: E
quanto é que isso fica, mais ou menos?
- Funcionário
Uber: Se formos pela auto-estrada são 100€, se formos pela nacional são 80€.
- Cliente: Ok,
então eu venho já.
-
Funcionário Uber: Com certeza.
- Cliente:
Olá outra vez, senhor taxista. Venho só avisá-lo que vou antes usar os serviços
da Uber.
- Taxista: O
QUÊ? ESSES GATUNOS? QUE TRABALHAM DE FORMA ILEGAR E DESONESTA? COM JOGO SUJO
PARA COM OS TAXISTAS SEM QUALQUER TIPO DE FAIRPLAY? O SENHOR DEVE ESTAR A
BRINCAR COMIGO!
- Cliente:
Não, mas fica mais barato e demoro menos tempo. É só por isso…
- Taxista: VAMOS
VER ENTÃO SE DEMORA MENOS TEMPO COM UM CONDUTOR COM A CABEÇA ABERTA AO MEIO!
*saca de um taco de basebol da mala do carro e vai direito ao funcionário Uber*
Agora seria
a parte em que eu diria que estou a exagerar. O problema é que o único exagero
nesta história é o trajeto que o cliente queria percorrer de táxi/uber.
Eu sei que
vocês já apanharam a ideia, mas eu vou fazer ainda outra metáfora:
- Táxi: Mãe,
posso comer duas pizzas?
- Mãe: Não,
só uma. A mãe só tem dinheiro para duas e o teu irmão mais novo também precisa
de comer.
- Táxi:
*espeta faca na testa do pequeno irmão, Uber* Mas eu sou filho único.
Agora
provavelmente ficaram mais confusos e perturbados. Se este for o caso, ignorem
esta última parte. Se não, acho que conseguem realmente compreender a minha
revolta neste tema.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Um macaco, uma avestruz e uma espingarda
Ontem,
durante uma pacífica viagem de carro, ouvi a seguinte notícia na rádio: "Trump
afirma que realmente tenciona construir o muro na fronteira com o México. Afirma
ainda que serão os mexicanos a pagar a construção do muro." Ora bem, eu não sei
se esta última parte é verdade visto que passaram gravações do homem a dizer
que realmente era para construir o muro mas nada de serem os Mexicanos a
pagá-lo. Mas, para bem deste texto, vamos assumir que tudo é verdade.
Meninos e
meninas, estão a ver porque é que nunca se deve dar uma espingarda a um macaco?
É que ele até pode vir a aprender a manobrar a arma, mas nunca vai aprender
para onde é que a deve apontar. E este é o caso do Trump. Ele sabe que se vier
a ser presidente vai ter poder para fazer coisas, mas não sabe que coisas é que
deve fazer para melhorar o país. Mas o que me preocupa mais, não é o macaco que
quer a espingarda. É a quantidade de anormais que querem dar a espingarda ao
macaco. Eu sei que a outra grande hipótese é dar a espingarda a uma avestruz,
mas de certeza que com tempo, paciência e bom senso conseguiam arranjar uma terceira
alternativa que não pusesse a 3ª guerra mundial tão próxima da realidade.
Uma coisa
que eu não percebo nesta situação em concreto é que o mundo inteiro parece
perceber que pôr o Trump à frente de uma das maiores potências mundiais é estúpido,
exceto os norte-americanos. Ou pelo menos a maior parte deles. Ou seja, os
únicos que têm poder para não dar a espingarda ao macaco, são também os únicos
que acham boa ideia dar a espingarda ao macaco.
Vá lá, gente.
Esta história do muro já aconteceu uma vez e, bem ou mal, todos sabemos que deu
merda. Porque é que agora há-de correr bem? Eu sei que não devemos desistir das
coisas à primeira, mas se dar um tiro no pé esquerdo doeu e não serviu de nada,
ir dar um tiro no direito não vai ser melhor.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Programas da Manhã! Uma bomba de excremento cerebral!
Querem ver
uma coisa bué gira? Eu, que odeio política e políticos de um modo geral, a
defender um político em relação aos cães da SIC. E para verem o quão empenhado
estou nisto, estou a escrever sobre o tema, apenas 2 ou 3 horas após o
acontecimento e alguns minutos após ter tido conhecimento do mesmo.
Pois é. O
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor foi ao programa Queridas
Manhãs, na SIC, apresentado pela, já tão bem afamada, Júlia Pinheiro e pelo
João Paulo Rodrigues. Nesta “entrevista” pudemos também contar com a excelente participação
do Dr. Hernâni Carvalho. Acho que nem vale a pena dizer o motivo de tal “entrevista”.
Ok, é melhor prevenir possíveis leitores que vivam debaixo de uma pedra ou com
capacidade dedutiva reduzida: Foi por causa do caso dos dois meninos iraquianos
terem espancado o menino de Ponte de Sor.
Do pouco que
conhecia, eu até tinha uma boa impressão do senhor Hernâni, mas depois de hoje,
o único frequentador assíduo daquele programa de quem continuo com boa
impressão é o João Paulo Rodrigues e foi porque ele não abriu a boca durante a
entrevista toda.
Ora vamos
estudar bem esta entrevista. Para começar, uma das primeiras questões que a
senhora Júlia coloca é: “O Sr. Presidente da Câmara fez muita questão de estar
connosco aqui para nos ajudar a entender o que é que se passa na sua cidade, onde
acontecem estas coisas, às três/quatro da manhã. Quer-nos explicar?” Isto tudo,
dito com uma cara de cabra do liceu que só visto é que é credível. E para quem
é mais bom-de-coração e gosta de não ver más intenções nas pessoas, ela mais à
frente reforça a ideia mesmo como quem diz “Eu estou mesmo a ser cabra, não foi
só impressão”. E faz isso da seguinte forma: “Eu esperava que nos viesse dizer
como é que estas coisas acontecem na sua cidade.” Ora bem, ela não está a falar
com o Batman. Senhora Júlia, a função de um presidente da câmara não é andar à
noite pelas ruas a defender os fracos enquanto grita aos vilões: “Em nome do
município, declaro-te inimigo da sociedade!”.
Mas há mais.
Claro que há mais, estamos a falar de um programa da manhã. Nem podia ser de
outra forma. Durante o pouco tempo de antena que o Presidente de Ponte de Sor
consegue falar sem grandes interrupções, a Júlia pergunta-lhe o que é que tem
sido feito para prevenir o tipo de situações em questão, ao que o Presidente
responde com a nova força de segurança em ação na nossa cidade: GNR’s de bicicleta.
E como é que a Júlia reage a isto? “Neste caso com os iraquianos ia ser
complicado, eles andavam de carro…”. Portanto… Eu não sei se a senhora acha que
está a apresentar um programa de comédia tipo roast (em que o objetivo é
unicamente enxovalhar o convidado) ou se tem um atraso mental que devia ser
estudado por veterinários de alta patente.
Eventualmente,
durante a conversa, o Hernâni começa a meter-se suavemente, mas em pouco tempo
transforma essa suavidade em “ATÉ TE CHUPO O TUTANO DOS OSSOS!”. E quem ouve
isto, inocentemente tal como eu, pensa que o Sr. Hernâni deu uma real sova de
moral e informação económica ao nosso presidente mas, após assistirem ao “debate”
em questão, percebem que o Hernâni é só um perito na arte do bom “não deixar
falar” (arte essa que, como todos sabem, a Júlia Pinheiro é a campeã).
Mas, no meio
de toda aquela selva de comentários, o que mais me deu vontade de trocar de
lugar com o Presidente e enfiar um par de lambadas a cada um dos dois (Júlia e
Hernâni) enquanto soava o “Eye of the tiger” de fundo, foi o seguinte:
*Pouco
depois do minuto 10:50 (Link que não consegui encaixar em mais parte nenhuma do texto e então fica aqui…)*
Presidente: (algures
pelo meio de demasiada gente a falar por cima uns dos outros): só fui
vice-presidente.
Eventualmente,
depois de muito lixo falado, acontece isto perto do minuto 22:00:
Hernâni:
Então acha que eu falei da câmara de Ponte de Sor?
Presidente:
Falou.
Hernâni:
Tenho mais que fazer.
Presidente:
Quer que eu lhe leia?
Hernâni:
Quero.
Presidente:
Então eu vou ler: “Ponte de Sor tem um ar completamente diferente do de Tires…”
Hernâni
(interrompendo): E então? É proibido dizer isso?
Vamos lá Dr.
Hernâni. Pediu ao homem para ler aquilo que o Dr. disse e, antes de ser acabada
de ler a primeira frase, já está a interromper? Mas que manipulação barata da conversa
é essa? E quando é que o Presidente disse que o senhor tinha dito alguma coisa proibida?
O que ele disse não foi que o senhor tinha falado do município de Ponte de Sor?
Bem, continuemos então para eu chegar ao ponto fulcral da questão que nem
sequer é este.
Júlia: Deixe
lá o Sr. Presidente acabar de falar com os seus munícipes. (acho eu que foi o
que ela disse, visto que, para variar, está uma confusão de vozes que mais
parece um debate futebolístico)
Presidente:
Eu não vim aqui para falar com os meus munícipes. Vim aqui para esclarecer…
Hernâni:
(Adivinhem o que aconteceu aqui! Acertaram! Ele interrompeu-o novamente) Ah
pois não… Então vinha aqui dizer que tinha rebentado 35% do orçamento no aeródromo?
*muita
conversa palha pelo meio que não me apetece transcrever por isso vão ver ao
link que eu mandei e não me chateiem*
Presidente:
O senhor sabe que a SIC em 2010 entregou um prémio como autarquia do ano à
Câmara Municipal de Ponte de Sor? A nível social?
Hernâni:
Sim, e então?
Presidente: “E
então?” o senhor não sabe! A dizer que só gasto dinheiro no aeródromo… Como é
que uma autarquia com uma dimensão tão restrita, naquilo que é a sua atividade
e o seu orçamento, consegue ser a autarquia do ano em serviço social.
Hernâni: (ao
mesmo tempo que o Presidente dizia o que transcrevi imediatamente acima) É
verdade, em 2010. O senhor está cá em 2016. O que é que o senhor tem a ver com
isso?
Presidente:
O que é que eu tenho a ver com isso?! O Senhor não disse que eu era
vice-presidente da câmara?
Hernâni:
Então foi ou não foi?! *mesmo como quem diz: “já te apanhei”*
E aqui
podemos ver a cara do Sr. Presidente com todo um choque que, traduzindo o que
ele realmente sentiu naquele momento no seu íntimo, deve ter sido qualquer
coisa como “Foda-se, mas este gajo tá bêbado ou também foi atropelado por
iraquianos antes de vir para aqui?”
Presidente: “Fui
ou não fui?!”
Hernâni:
Isto apanha-se mais depressa um distraído do que um coxo (aqui tenho que gabar
a agilidade de palavras do Hernâni para não chamar mentiroso ao Presidente
descaradamente).
E assim
terminam a entrevista, sem nada ter sido esclarecido como deve ser porque a
ideia da apresentadora e do comentador nunca foi esclarecer as coisas, mas sim
enxovalhar um político porque ele próprio se propôs a ir lá (pelo que eu percebi)
e porque enxovalhar políticos dá audiências, porque fica sempre bem escarrar
mais uma vez em alguém que já tem a fama de ser uma grande parte do excremento da
sociedade. Atenção que não estou a defender os políticos de um modo geral, mas
há que ter dois dedos de testa e ver quando é que uma pessoa tem motivos para
ser criticada e quando é que não tem sequer qualquer tipo de relação com os
problemas que acontecem.
domingo, 14 de agosto de 2016
Pokémon Go 2
Estava a
pensar em algo para escrever e apetecia-me reclamar com alguma coisa (não me
perguntem porquê que não sei), mas não me lembrava de nada e o que mais me tem
irritado ultimamente são, de facto, os haters do Pokémon Go. Eu sei que já
escrevi sobre isso, mas escrevi de forma defensiva. Hoje estou mesmo com
vontade de escrever de forma ofensiva. E o mais certo é isto dar merda.
Vou tentar
pegar nos argumentos mais usados para criticar o jogo e explicar-vos porque é
que são absurdos.
Então cá
vamos.
“Que sentido
é que isto faz? Sempre agarrados aos telemóveis pelas ruas que nem veem nada à
frente?” Só ao escrever isto é que me apercebi do quão imbecil este argumento
é. A sério, hoje em dia, que as redes sociais dominam tudo e mais alguma coisa,
ainda há gente que diz que foi o Pokémon Go que provocou isso?
Este tema
ainda leva a um ponto mais avançado que é o facto de haver pessoas que
realmente não veem por onde andam e chegam mesmo a ter acidentes graves devido
a isso. Minha gente, isso não é provocado pelo jogo, é provocado pela estupidez
humana. Ainda há uns tempos (um/dois anos) apareceu nas notícias que uma ou
duas crianças (não me recordo) ficaram órfãs de ambos os pais porque estes
caíram de uma falésia a tirar uma fotografia. E nessa altura ninguém disse
“olha esta moda parva agora de andar a tirar fotografias!”, pois não? E como
este exemplo há muitos. Mas eu já vou explorar mais a estupidez humana noutras
áreas.
“Isto é
mesmo uma loucura, até já houve violência e mesmo assassinatos por causa do
jogo.” Têm toda a razão neste aspeto, mas agora respondam-me a uma pergunta
simples: onde é que isso é novidade? Em que mundo é que vocês vivem para
estranharem haver violência por causa de coisas mesquinhas? Eu vou só escrever
uma palavrinha aqui e vocês depois refletem sobre isso: futebol. Apanharam a
ideia? Não? Pensem um bocadinho e se não perceberem a associação venham falar
comigo que eu explico (dica: lembram-se da cena da estupidez humana? Tentem
associar aqui…)
“Este jogo é
um perigo. As pessoas vão para sítios isolados à procura dos Pokémons e depois
são assaltadas ou até mesmo raptadas e violadas.” Também têm razão aqui, mas se
formos por aí, passear o cão também é perigoso. Porque, sejamos sinceros,
ninguém vai deliberadamente para um sítio isolado só para apanhar Pokémons,
visto que o jogo não indica direções, apenas diz se os há por perto. Um jogador
só vai para determinado sítio se tiver por hábito ir lá. Esta questão envolve
ainda a possibilidade de haver quem tente ludibriar crianças através do jogo.
Mas vão culpar o jogo por isso? Já pensaram que se isso acontecer pode ser por
falta de cuidado dos pais? Não? Então quem é que não se lembra da velha
história da carrinha branca que diz “temos doces”? Aí a culpa também era dos
doces? “Olha filho, cuidado que os doces fazem cáries nos dentes, lombrigas no
estômago e alargam-te o olhinho do cu! E com jeitinho também te vendem os
órgãos no mercado negro…” Não faz muito sentido pois não? Foi o que eu pensei.
“E as figuras
que os jogadores fazem? Parecem uns tontinhos à procura de coisas fictícias! E
o pior é que há mais adultos a fazer isso do que crianças!” Mas toda a gente
gosta de ver um bom filme, e até são capazes de chorar se puxar ao sentimento,
certo? Mas porquê? É fictício. E sabem o que é que também é ridículo e há
muitos homens e mulheres adultos a fazer? Andar de calça folclórica justa a
enfiar farpas num touro. E aí é tudo ridículo, desde a vestimenta até ao facto
de ficarem felizes porque enganaram e torturaram um animal por pura diversão.
Eu sei que aqui estou a atacar um grupo em específico e que há sempre os que
são contra as touradas que também acham parvo andar a apanhar Pokémons, mas
pelo menos os Pokémons são virtuais. Não sentem qualquer tipo de dor, medo ou
frustração.
“Isto é tudo
um negócio. Ganha quem fez isto e ganha o resto da malta esperta que se
aproveita disto para enganar o Zé-povinho e fazer mais dinheiro.” Sabem o que é
que também é um negócio onde as pessoas se aproveitam para extorquir dinheiro
aos menos astutos? Fátima. Não, não é o programa das manhãs (“a Fátima já não
apresenta nenhum programa da manhã!” nas nalgas, ninguém quer saber), é mesmo a
cidade de Fátima onde se usa a crença e ingenuidade das pessoas para se fazer
dinheiro de toda a forma e feitio. Por amor de Deus, até santas que brilham no
escuro! Essa merda é para quê? Para condizer com os néons do carro do filho
azeiteiro que anda a fazer corridas de carros ilegais?
“Já estás a
misturar duas coisas que não têm ligação e a desrespeitar as crenças dos
outros” (eu tento sempre prever qual é o contra argumento do possível leitor
que não concorde comigo, caso não tenham já percebido). Primeiro, não estou.
Estou a pôr em causa o oportunismo do ser humano para se aproveitar do próximo.
E segundo… Não, há segundo, respondi às duas coisas só com o primeiro ponto.
Sou tão prático! E bonito! Ok, já estou a avacalhar…
E por agora,
são os que me lembro. Se me lembrar de mais, eu digo, não se preocupem.
sábado, 13 de agosto de 2016
São Marcos da Serra no seu melhor
Ontem à noite fomos à festa da terrinha da avó. À chegada ao recinto da
mesma encontramos um "porteiro" e um papelinho que indicava
"Homens 3€ / Mulheres 2€"ao que a minha mãe pergunta para o ar
"Porque é que as mulheres pagam menos?". Ao ouvir isto o dito
"porteiro" intervém prontamente e segue-se a seguinte conversa:
Porteiro: Não pagam, não! Pagam 2€!
Eu: Então, mas os homens pagam 3...
Porteiro: Sim...
Eu: Então as mulheres pagam menos...
Porteiro: Sim...
Eu: Pronto
Porteiro: :)
Passado isto seguimos para o recinto onde íamos jantar. Iniciamos a
refeição e, já mesmo no fim da mesma, deixei cair um pedacinho de pão com molho
de frango em cima dos calções que tinham sido comprados nessa mesma tarde.
Entrei em euforia. Mal me conseguia controlar. Mas a aventura não fica por
aqui.
Durante o jantar fomos servidos por um senhor que certamente bebia um
golezito de cada imperial que tirava. Como tal, para o fim da noite, ao servir
a penúltima rodada de imperiais decidiu desabafar um pouco sobre a sua atribulada
vida. E foi algo parecido com:
"Se eu vos contar uma coisa, vocês não acreditam. A minha profissão é
muito complicada. Hoje foi um dia muito complicado. Esta semana foi muito
complicada (eu aqui já quase adivinhava que o mês dele tinha sido muito complicado,
mas enganei-me).Às sete da manhã já tinha a camisa toda molhada. Às oito
cheguei a casa. Ao meio dia almocei. Às oito já aqui estava. A vida de
distribuição é muito complicada."
Ora bem... Não é que eu não acredite no que o homem disse. Não percebi foi
ponta de corno. Lado positivo: pagou-nos a última rodada da noite. Já não foi
mau.
domingo, 31 de julho de 2016
Santa Privacidade
Uma grande
questão que assola a humanidade é o que é que nos acontece depois de morrermos:
reencarnação, céu e inferno, se ficamos na terra a assolar os vivos, vazio
total, etc..
Uma coisa
que todos nós gostamos de dizer em situações importantes das vidas de quem nos
rodeia quando essa pessoa tem um ou mais entes queridos falecidos é “esteja
onde estiver ele/a está contigo/está a observar-te e está muito orgulhoso/a”.
Coerentemente, se dizemos isto aos outros, é porque acreditamos que o mesmo se
passa connosco e os nossos entes queridos já falecidos. Agora peço-vos que
pensem um pouco: se quando fazemos algo de importante nas nossas vidas eles nos
estão a observar, será que não estarão também durante o resto do tempo? Será
que apenas escolhem ver os momentos gloriosos e não dão uma espreitadela quando
estamos a dançar ou cantar sozinhos à frente do espelho com uma escova do
cabelo a fazer de microfone? E quem diz os nossos familiares e amigos que já
morreram, diz os nossos inimigos que já morreram. Imaginem aquela pessoa, que
até não gostavam muito, a observar-vos enquanto estão a praguejar e vermelhos
que nem tomates porque o cocó está muito duro e não quer sair. Ou até mesmo
quando estiverem a dar a brelaitada das vossas vidas e parecerem babuínos
tresloucados a gritar todo o vosso deleite cá para fora. Aposto que se alguma
vez acreditaram que os vossos familiares e amigos vos estão a observar, nunca
mais vão fazer nada privado completamente à vontade, depois de verem as coisas
desta forma.
“Mas mesmo
que assim seja, nós estamos vivos e eles estão mortos. Não há interação entre
nós e eles, por isso nem sequer há com que nos preocuparmos”. Primeiro: se
tiverem um stalker que vos anda a espiar também não há interação e é
absolutamente perturbador; segundo: e quando vocês morrerem? Como é que vai ser
encarar as caras conhecidas sabendo que eles vos viram a fazer tudo e mais
alguma coisa enquanto eram vivos?
Das duas
uma: Ou no “outro mundo” já toda a gente é extremamente mais avançada e mente
aberta às coisas estranhas uns dos outros, ou quando lá chegarem (sim, vocês
homens que se vestem de mulher e vocês mulheres que saltam em tronco nu à
frente do espelho para verem as gémeas a saltitar) vão ser o motivo da chacota
lá da zona. E olhem que já morreu mesmo muita gente, portanto vai ser MESMO
humilhante…
Isto sou só
eu a ser amigo e a avisar-vos para essa pequena hipótese de desfecho final da
vida humana como a conhecemos. Agora cada um faça como quiser. Depois não digam
que ninguém vos avisou.
domingo, 24 de julho de 2016
Pokémon Go!
Pokémon Go!
E agora, aqueles que não me conhecem assim tão bem estão na dúvida: Será que
ele vai dizer mal? Será que vai apoiar? Sou bué misterioso, eu. Mas é mesmo só
para os que não me conhecem bem, porque os que conhecem sabem perfeitamente que
já tenho aquilo instalado no telemóvel e ando feito tonto pela rua a ver de
bichinhos virtuais. Bichinhos virtuais esses que tantas manhãs me entretiveram,
a mim e a tantos outros milhares de crianças que agora têm mais de 20 anos e
andam por aí a fazer a mesma figura que eu.
Um jogo com
estas dimensões já seria de esperar que causasse grande polémica. Muitas
críticas e muitos julgamentos da parte de quem não se identifica com o jogo e,
claro, muita gente a defender a qualidade e vantagens do jogo. Então vamos lá
analisar as coisas e dizer o que já toda a gente disse: Dantes, os pais
queixavam-se “estás sempre enfiado em casa a jogar computador/consola já nem te
deves lembrar de que cor é o céu”, agora queixam-se “ando por aí na rua é só
tontinhos com os telemóveis na mão à procura daqueles bonecos virtuais”. Vamos
a analisar isto como deve ser e há aqui uma certa falta de coerência. E agora
alguém diz “Então e porque é que não deixam de jogar jogos virtuais de uma vez?
Assim as pessoas já não se queixavam!”, mentira. As pessoas arranjam sempre
maneira de se queixarem. Mas, pondo as queixas de parte, os jogos virtuais
estão a ganhar cada vez mais poder como forma de entretenimento e já há gente a
ganhar milhares (se não milhões) por jogar em grandes competições dos mesmos.
“Então se é assim porque é que vocês não vão também para essas grandes
competições?” da mesma maneira que por eu ir jogar à bola com uns amigos ali
para o ringue da vila não me dá aptidão para ir jogar pelo Benfica ou pelo
Sporting. E já estou a sair completamente do contexto pretendido, mas esta
temática dá-me vontade de bater em pessoas e, para não bater em pessoas,
escrevo sobre o assunto para ver se me acalmo.
Voltando ao
assunto Pokémon Go. Falando das vantagens do jogo, opiniões à parte: Sabem
aquele jovem que realmente está sempre em casa, normalmente no computador, e
nunca sai, mas porque não tem qualquer interesse no mundo exterior? De um modo
geral essas pessoas têm um reduzido número de amigos e todos se encaixam na
descrição acima relatada. Este jogo está a puxar essas pessoas para fora de
casa. Está a fazer com que crominhos do PC e os brutamontes do desporto
(falando nos estereótipos extremos) tenham um assunto em comum para usarem como
tema de conversa e, quem sabe, a partir daí descobrirem mais interesses
partilhados que até agora não tinham como descobrir. Esta parte é apenas em
termos de socialização. Agora vamos para a saúde física. Estão a ver os tais
jovens sempre em casa, etc. etc., tirando os que têm a sorte de ter uma boa
genética (e mesmo esses) já pensaram em como aqueles corpinhos devem estar
enferrujados e cheios de porcaria lá dentro? Este jogo obriga os interessados a
saírem de casa e andar se quiserem alguma coisa feita. “Mas para os que têm a
carta ou amigos com carta acabam por não fazer nada”, dirão os leigos na
matéria. O jogo tem objetivos que apenas podem ser cumpridos com baixas
velocidades, ou seja, se forem de carro o jogo manda-os ir levar na anilha que
já têm idade.
Além de tudo
isto, ainda há um fator cultural. O jogo usa pontos (normalmente) turísticos
(monumentos, edifícios municipais e outros locais considerados importantes)
como Pokéstops que são sítios ondem se podem ganhar itens para um bom
aproveitamento do jogo.
É claro que
também sei reconhecer as desvantagens do jogo, pelo menos as maiores: é que,
como em tudo, há extremismos e certos “treinadores” de Pokémons esquecem-se de
ver por onde andam (causando acidentes a si próprios e aos que os rodeiam) e,
pior que isso, os que partem para a violência sem qualquer necessidade disso.
Neste último caso já sou da opinião de lhe carimbarem a ferros quentes na testa
“POKÉSTÚPIDO”. Assim as pessoas já sabiam o que esperar de tais pessoas.
terça-feira, 3 de maio de 2016
SMTUC parte 3 - Outra aventura no 7T
Estão a ver
quando planeiam fazer uma coisa mas vão adiando porque para fazer essa coisa é
preciso fazer uma outra coisa que vocês pensam sempre “faço depois”? Pronto. Este
texto é o exemplo perfeito. O que eu vou aqui relatar passou-se, provavelmente,
há uns 4 ou 5 meses (sim, “provavelmente” e não “aproximadamente” porque não
faço ideia de há quanto tempo foi. Só sei que foi o semestre passado). E porque
é que não o relatei mais cedo no blog? Porque para isso era necessário passar
uma fotografia do telemóvel para o computador (já vão ver qual) e até hoje nunca
me dei a esse trabalho. Razão válida, não é? Claro que é.
Passemos
então ao que interessa.
O
acontecimento teve lugar no autocarro que costumava apanhar para ir para a
escola. Como lambão e antissocial que sou, sempre que podia, sentava-me no
lugar mais à frente do autocarro visto ser um lugar sem parceiro do lado. Devido
a estar próximo da entrada do autocarro, por diversas vezes que presenciei situações
caricatas, mas a que vos vou contar chamou-me a atenção em particular.
Vou então
partilhar a tal fotografia que tanto me fez adiar este relato:
Os objetos
marcados pelos círculos vermelhos são, como devem calcular, os sensores para
quem entra no autocarro “picar” o passe. Qualquer pessoa com uma qualidade de
visão superior ao de uma orelha consegue perceber que, se há sítio para passar o
passe, é ali. Ou pelo menos era o que eu pensava até este dia.
(Esta
história está a ser bem mais difícil de contar do que eu estava à espera. Como
estou há demasiado tempo a tentar arranjar palavras para contar isto de forma,
no mínimo, apelativa e estou a falhar redondamente, vou simplesmente enumerar
os acontecimentos por ordem cronológica.) Autocarro para numa paragem; grupo de
pessoas entra; um senhor destaca-se; com a confiança de quem já faz isto há
anos, esse senhor passa o pequeno cartão pelo sensor; bem… quase. Ora vejam
onde o senhor passou o cartão.
Fiquei com
dúvidas. Das duas uma: ou o senhor era meio patego, ou arranjou uma bela forma
de andar de autocarro à borla. O que é certo é que ele entrou sem pagar e eu
fui, provavelmente, a única pessoa a reparar nisso.
P.S.: Acabei
de me aperceber que, indo ao telemóvel ver as informações da foto, talvez possa
saber exatamente o dia em que isto tudo aconteceu. Mas lá está… Não me apetece.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Bofetada, mortos e casacos foleiros
Um dos
assuntos do momento é o lutador português que morreu após perder o combate por KO
técnico. E até ficava mal eu não vir mandar o meu bitaite. E sobre o que é o
meu bitaite? Sobre o acontecimento em si e quais os possíveis motivos da morte
do lutador? Não. Sobre os bitaites da comunicação social. “Lá vai ele malhar no
correio da manhã!” Como diria o Ricardo Araujo Pereira “Mesmo nas nalgas”. Pois
é. O Correio da Manhã volta a atacar. Mas desta vez não vem sozinho. Desta vez
tem a ajuda da, igualmente bem conceituada, TVI. Os dois, lado a lado, a dar
biqueiradas na realidade como se ela tivesse acabado de violar as suas mães.
Então vamos
primeiro ter a certeza que sabem do que estamos a falar: aqui podem
encontrar o vídeo do combate em questão. Não é um vídeo longo portanto vejam
lá.
Vídeo visto
e podemos passar ao passo seguinte. Notícia do Correio da Manhã. Eu sei
que não dá para ler, pelo menos as pessoas com bom senso que não são assinantes
do mesmo. Mas também não é preciso. Eles mandam uma patada mesmo nos genitais
da realidade só no título: “Árbitro deixa matar português”. Bumba com toda a
força em letras grandes. Se o arbitro podia ter parado o combate meio segundo
mais cedo? Podia, mas não o ter feito não foi nenhuma atrocidade profissional.
Quem estiver interessado, que faça uma pesquisa de vídeos de UFC (maior
campeonato de MMA do mundo) no youtube e que verifique por si mesmo que há árbitros
de renome a deixar esticar bem mais a corda e, como não há mortes, ninguém os
critica.
Pronto, o
Correio da Manhã já está tratado, agora vamos à TVI. Ora vejam o vídeo
onde a TVI fez o seu belo papel. Obra prima, não é?
“Na
Tailândia têm jogos de Muay Thai, têm jogos que são tradicionais, são
ancestrais, são artes marciais ancestrais onde eles praticam golpes
violentíssimos mas onde praticamente quase simulam o golpe…”
Ai sim? Pois…
e sintam-se livres para procurar mais uns quantos vídeos que hão-de encontrar
pérolas ainda melhores. Na minha opinião era pôr este senhor a treinar Muay
Thai na Tailândia durante uns mesinhos e ver se no fim ele continuava a dizer o
mesmo. Ou se dizia alguma coisa de todo.
“Oooooooooooh
wrestling. Que é americano. Aquilo parece que é tudo verdade mas no fundo é
tudo combinado, não é?” Não, minha marrã desmamada, não é. Aquilo de que a
senhora Cristina estava a falar era, provavelmente, WWE, que é sigla para world
wrestling entertainment. Porque wrestling (o verdadeiro wrestling) tem tanto de
combinado como os casacos do Goucha têm com a moda atual. Portanto, isto não é
para mostrar que a opinião deles sobre a morte do atleta está errada (dado que
a mesma nem sequer é revelada no vídeo). Isto é para mostrar que eles percebem
tanto do assunto como o estilista do Goucha percebe de moda (desculpem, esta já
foi um pouco forçada. Não volta a acontecer).
E pronto, já
desabafei sobre a ignorância dos portugueses no que toca a MMA e outras artes
marciais. Mas há que vender, não é? Por isso vale tudo. Até arrancar olhos.
(P.S.: Já
ouvi uns zum zuns sobre terem comparado MMA com touradas. Se isso se revelar
verdade, vão voltar a ouvir falar de mim brevemente)
sexta-feira, 18 de março de 2016
É com certeza uma casa portuguesa!
Não tenho
palavras para descrever o nosso tão belo país. Para quem não conhece já a
história, prometo que vos vou por a rir com isto. E nem me vou esforçar. Ora
vejam o vídeo: vídeo!
Dá ou não dá
para rir? Claro que dá. Realmente aquilo não se faz nem a um animal, pois claro
que não. Mas nunca nenhum animal foi, de certeza, a casa de ninguém com uma
caçadeira e encapuzado a dizer “isto é um assalto”. Mas a melhor parte nem é o
assaltante processar as vítimas. A melhor parte é “a magistrada do ministério público
pediu uma pena exemplar” para as vítimas do assalto.
Quer dizer,
vai um assaltante honesto trabalhar para ganhar a vida e fazem-lhe uma
barbaridade destas? O pobre coitado ficou 20 dias sem poder assaltar ninguém.
Não há condições de trabalho neste nosso Portugal. E se fosse comigo nem me
ficava por ali. Podia aquilo ter sido um assalto pacífico sem tiros, e fizeram
o pobre homem gastar, pelo menos, duas munições da caçadeira? Se fosse eu ainda
pedia ao tribunal que os obrigasse a comprarem-me um pack de munições para aprenderem
a não perturbar o trabalho dos outros.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Salas de gás e selfie sticks enfiados no reto - um castigo à altura
Não há nada
que me dê inspiração para escrever como a estupidez humana. É impressionante.
Até vocês vão estranhar dois textos com tão pouco tempo de intervalo.
O que me
apoquenta desta vez excede os limites da burrice tolerável ao ser humano:
Um golfinho
bebé morre porque as pessoas na praia o apanharam e decidiram tirar selfies com
ele.
Este ato
está quase ao nível de estupidez de agarrar nuns quantos milhões de judeus e
enfiar com eles em salas de gás para lhes acabar com a raça. Este acontecimento
realça o grande problema da humanidade: Não pensar.
Vamos
analisar esta situação e tentar visualizar como seria se as pessoas pensassem:
As pessoas viram um golfinho bebé e apanharam-no. Tudo bem, tão fofinho. MAS: “oh,
tão fofo, um golfinho. Os golfinhos vivem na água. Se vivem na água por alguma
razão deve ser. Se calhar precisam de água para alguma coisa. A melhor atitude
é, certamente, devolvê-lo ao seu habitat natural.” E aqui se propagava uma boa
ideia pela multidão. Mas não. Todo o santo idiota que estava próximo do
golfinho naquela praia achou boa ideia manter o animal fora de água durante
tempo excessivo para lhe tirar fotografias.
Depois disto
começo a achar que a tal ideia das camaras de gás não é assim tão mal pensada.
Pelo menos em certas pessoas…
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Touradas - Evento que ocorre quando se junta um grande grupo de retardados numa praça.
Olá, olá. Há
tanto tempo que não falávamos. Uns exclamarão “Yey! Mais um texto de excelente qualidade
humorística e escrita!”, enquanto outros dirão “Lá vem o revoltado outra vez
reclamar com alguma coisa…”. Estes últimos estão absolutamente corretos. E o
que foi desta vez? Passo a explicar. Na passada segunda-feira, dia 12 de fevereiro,
o humorista Nuno Markl partilhou o seguinte vídeo
com a
seguinte descrição:
“Um grupo de
pessoas decidiu fazer um protesto pacífico contra touradas sentando-se numa
arena. É admirável - mesmo que algo doloroso de ver - como eles se mantêm
firmes e coerentes no seu protesto pacífico. Mesmo quando espectadores desatam
a agredi-los à pancada, ou com jactos de água ou, no caso de um velho tarado,
arrancando a roupa a uma das manifestantes. Isto é tê-los no sítio e bem
grandes.
"Estavam
a pedi-las", dirão alguns. Não. Sendo ainda a tourada um espectáculo
legal, os responsáveis da praça poderiam simplesmente ter chamado a polícia. A
ira com que elementos do público atacam este grupo e continuam a atacar, mesmo
não obtendo resposta na mesma moeda no grupo de protestantes (e talvez por não
a obterem) é reveladora da agressividade que pulsa neste universo, seja para
com animais, seja para com humanos.”
Convido-vos
a ver o vídeo do princípio ao fim. Eu espero… Já viram? Não? Vá que eu tenho mais
que fazer! Já está? Pronto. Como podemos ver, não são só as “tradições” dos
apoiantes da tauromaquia que são primitivas. Toda a sua forma de agir perante
algo que os incomoda é, no mínimo, retardada (retardada num sentido 4 ou 5 mil
anos “retardada”).
Eu admiro
profundamente a atitude e vontade destes manifestantes. E juro que gostava de
ter a calma que eles têm.
Se realmente
viram todo o vídeo, podem reparar em duas personagens especialmente notórias:
um homem, ainda novo, que faz tudo para provocar (dá pontapés, chapadas nas
cabeças dos manifestantes, murros e chega mesmo a levantar a guarda pronto para
uma luta) e um velho que puxa a roupa de uma das manifestantes (o qual o Nuno
Markl também refere na sua descrição), deixando a mulher apenas com o soutien,
o qual também acaba por roubar. Estes dois ganharam o meu ódio em especial.
Vamos tentar
perceber o que se passou naquelas duas cabecinhas podres. Comecemos pelo
provocador. Ele viu um grupo enorme de gente que impediu o seu tão bonito
espetáculo de acontecer e o que é que ele pensou? “Epá, se calhar já tirávamos
estes gajos daqui. E qual é a melhor maneira de o fazer? Já sei! À biqueirada! Sou
um génio.” Algo me diz que este campeão das costas quentes só fez o que fez por
estar rodeado de “companheiros”.
Agora o
tarado. Começamos da mesma forma: viu um grupo de gente a impedir o espetáculo
e pensou “Olha que boa oportunidade para soltar a minha veia de ofensor sexual!
No meio desta confusão toda ninguém vai dar por nada.” Pois.
Agora o meu
castigo pessoal para estes dois (também pode ser aplicado aos restantes
admiradores da “arte”, mas em especial para estes dois):
Local de
castigo: praça de touros. Obviamente. Método: eram lançados para o centro da
arena com as mãos atadas (isto para não ser tão perigoso. Ainda podiam aleijar
alguém com as mãos livres), e juntamente com cada um deles eram postos 3 homens
(ou mulheres) em específico: um jogador de basebol com o seu respetivo taco, um
golfista (e uma vez mais o seu respetivo taco) e um campeão de tae kwon do com
botas de biqueira de aço. Cada um destes 3 desportistas tinha uma parte do
corpo do “animal” como alvo: golfista – do joelho para baixo. Qualquer parte
dessa zona. Mas com força. Basebolista – tronco e membros superiores. Com força
mas sem causar danos fatais. Campeão de tae kwon do – zona genital. No cu
também conta. E era isto durante uma horinha. Ou mais, se a besta ainda se
conseguisse queixar ao fim desse tempo.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Castração devia ser pré-requisito para toureiros
“Rivera
toureou com a filha ao colo” é o tema que anda a revoltar muita gente. Seja
porque acham que o gajo é uma besta, seja porque acham que se deve continuar a “tradição”.
Ora bem. A minha opinião, provavelmente, vai contra as opiniões da maioria das
pessoas. Mas eu vou expor o meu ponto de vista e talvez nos entendamos. Portanto,
toda a gente conhece o Tony Hawk, certo? Se não conhecem, têm bom remédio: vão
pesquisar ao Google. E o que é que este senhor é para aqui chamado? O skater
(pronto, eu digo: o Tony Hawk é skater) foi com a filha andar de skate e chegou
a fazer algumas manobras com a criança que partilhava o skate com ele e estava
segura pelos braços (para mais pormenores voltem a ir ao Google). É certo que a
filha deste último é um pouco mais velha que a do toureiro, mas ainda assim,
foi um ato alvo de muita controvérsia. E afinal quando é que eu dou a minha
opinião? É agora. Eu não censuro a atitude do skater. Quando lhe foi posto em
causa a sua responsabilidade como pai, ele respondeu algo como “a minha filha
está mais segura a andar de skate comigo do que os vossos filhos ao vosso colo
enquanto vocês andam na rua” e é bem capaz de ser verdade. Como tal, se não
censuro esta atitude, também não vou censurar a do toureiro por ser um ato
perigoso. É certo que não sei o nível de habilidade do homem, mas para se
sujeitar a tal coisa, tinha de haver um certo grau de auto confiança por parte
do neandert… quero dizer, do toureiro. O que eu acho estúpido no que aquela
besta fez, foi por uma criança tão próxima de um touro com uma ferida aberta
nas costas, a deitar sangue que nem uma elefanta menstruada (já estou a
exagerar) e, provavelmente, depois de uma demonstração de cavaleiros a ferir o
animal, à qual a criança também deve ter assistido.
Agora vamos
fazer um jogo! Alguém consegue adivinhar qual o motivo invocado (esforcei-me
bastante para não lhe chamar ‘desculpa’) perante tal atitude? Vou dar-vos uma
pista: quem leu o início do texto com atenção já deve ter descoberto, visto que
eu escrevi lá qual era. E aposto que os outros também já descobriram. Afinal de
contas o grande argumento dos toureiros e semelhantes espécies pré-históricas é
sempre o mesmo:
É TRADIÇÃO
pois com certeza! Nem estaríamos a falar dos
famosos homens vestidos com calças de licra cor-de-rosa bem justinhas se esse
tão poderoso argumento não fosse conjurado.
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