O Instagram tem, e bem, uma opção
que nos permite partilhar stories (ou histórias) apenas para um grupo restrito
de pessoas. Os “amigos chegados”. Não faço proveito desta opção, mas consigo
entender a pertinência da mesma. Ora, eu acho que também deveria ter a opção
contrária. A alternativa de partilhar stories em que apenas um grupo restrito
não tem acesso. Eu sei que se pode excluir algumas pessoas da possibilidade de
verem as nossas stories, mas isso vai impossibilitá-los de verem qualquer story
e esse não é o meu objetivo.
Vamos imaginar aquele colega de
trabalho chato como a potassa e que não acredita nas vacinas. Eu não vou querer
que ele me veja com uma t-shirt na cabeça para secar o cabelo sem o danificar,
mas vou querer que ele veja o vídeo que explica a pessoas muito burras (estou a
olhar para ti, Gustavo Santos) a importância das vacinas ao logo da história
humana.
Visto eu não usar a função “amigos
chegados” para o seu propósito, poderia usá-la da forma que acabei de
descrever, mas ia ser um bocado estranho para a Tatiana Meireles, praticante de
Krav Maga em Carnaxide e que me seguiu porque nos conhecemos num evento de
defesa pessoal o ano passado, ver-se incluída nos meus amigos chegados (mesmo
que fosse para ver stories maravilhosas com fotos dos meus lindos gatos). Eu
não estou com isto a dizer que faço questão que a Tatiana me veja de t-shirt na
cabeça… mas não me importo, ao passo que, no que toca ao senhor das vacinas, já
importo.
P.S.: Alguém sabia que a expressão correta era “chato como a potassa” e não “putaça”? Sempre pensei que fosse uma forma deturpada da palavra “puta” e hoje, com 31 anos, a procurar a expressão mais adequada para um texto palerma na internet, descobri que afinal tem a ver com sabão (segundo um blog qualquer. Pode não ser a informação mais exata).
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