Eu amo a língua portuguesa e acho-a
muito pouco explorada tendo em conta o seu potencial. Admito que poderia ser mais
assíduo no consumo de conteúdos como hip-hop ou simplesmente poesia. Mas ainda
assim penso que pudesse ser feito mais variado trabalho no que toca a
aproveitar a nossa maravilhosa língua.
Por outro lado, há toda uma
população a fazer maravilhas no que toca a desconchavar a este belo idioma. E neste
desabafo falo de um particular caso que vi ser desenvolvido de forma cuidadosa
para se fazer a maior figura de estúpido possível.
Com os telemóveis e chats online cresceu
a cultura das abreviaturas. Encurtar palavras para economizar tempo e não só. Posto
isto, quando queremos encurtar a expressão “se faz favor”, usamos a sigla “SFF”
que abrevia a sentença pegando nas primeiras letras de cada palavra da mesma. Mas
esta abreviatura tem toda uma influência sob uma sua prima que tem o mesmo
significado. Quantos de nós não vimos já a expressão “por favor” abreviada para
“PFF”? Isto deve significar “por fafor”, calculo eu. Entretanto já muitos se
aperceberam da palermice e começaram a corrigir para “PF” ou, usando mesmo as
consoantes mais marcantes das palavras, “PFV”. Uma evolução natural e
satisfatória. Afinal não somos assim tão limitados.
Mas o que aqui me traz hoje é toda
uma quimera destas que vos falei acima. Não é comum, é certo, mas já vi: “SFV”.
Ora, eu gosto de acreditar que
isto queira dizer “se faz vafor”, trocando as duas primeiras consoantes uma com
a outra. Mas também é legítimo o “se faz vavor”. Não sei qual das duas será,
mas acho fascinante a volta que a língua consegue dar nas mãos de labregos.
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