A morte de Nuno Loureiro é, pelo pouco que percebo, uma tragédia a nível global. Um homem que estava na linha da frente de investigações revolucionárias no campo da energia. Saber desta morte é revoltante e frustrante. Um homem que parecia ser, não só um excelente cientista, como um ótimo ser humano foi morto sabe-se lá por que motivos ou interesses.
Mas há aqui uma outra
microtragédia que também me incomoda significativamente. Uma tragédia nacional.
Porque é que eu nunca ouvi falar desta pessoa? Um português a liderar uma das
mais importantes pesquisas científicas e eu nunca ouvi falar dele nem nunca
tinha visto a cara dele. Nem eu nem a esmagadora maioria dos portugueses. Seria
certamente conhecido entre os seus pares e pessoas envolvidas na área, mas fora
disso?
Bem me apetece cair na conversa
que já todos conhecemos sobre o futebol e a importância desmesurada que as
televisões lhe dão. Mas a culpa é nossa. A culpa é de quem prefere falar do
jogo do Arouca contra o Benfica em detrimento de, literalmente, qualquer outro
assunto. A culpa é de quem dá audiência a debates futebolísticos de horas. E
isto não é um ataque ao desporto. Não me identifico particularmente com
futebol, mas adoro desporto e acho que deve ser divulgado. Mas deixar algum
espaço de horário nobre para nos dar a conhecer pessoas realmente relevantes no
panorama mundial não me parece assim tão descabido. Este era o tipo de pessoa
que realmente acorda algum orgulho de ser português que há em mim. Eu gostava
de saber de mais portugueses com este tipo de relevo que existam por esse mundo
fora e acredito que, como eu, haja muita gente. Claro que esta conversa de
pouco ou nada serve, mas fica o desabafo.
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